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ANTES DA PRIMEIRA REUNIÃO 22.10.2026 | 11h00

CPI dos Livros; presidente diz que Abilio não sabia das compras

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Fred Moraes e Pablo Rodrigo

redacao@gazetadigital.com.br

Fred Moraes/ GD

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Instalada após um impasse de mais de 3 meses no Parlamento municipal, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para apurar supostas irregularidades e superfaturamento de R$ 80 milhões em aquisições de material educacional na gestão da Prefeitura de Cuiabá já nasce na defesa do prefeito Abilio Brunini (PL). Isso porque o presidente da CPI, o vereador Demilson Nogueira (PP), que também atua como vice-líder do prefeito na Casa, afirmou acreditar que o chefe do Executivo municipal não tinha conhecimento das compras investigadas.  

 

Questionado se o prefeito teria ciência das aquisições realizadas pela gestão da Secretaria Municipal de Educação sob o comando do ex-secretário Amauri Monge, Nogueira ponderou que o caso será esmiuçado ao longo dos trabalhos, mas justificou a inocência de Abilio com base na origem das denúncias.  

 

"No decorrer aí a gente fica sabendo, mas eu creio que não, até porque quem denunciou tudo isso ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público foi o próprio prefeito Abilio. Então, se ele denuncia, com certeza ele não é partícipe", argumentou o vereador nesta quinta-feira (22).  

 

O pedido de abertura da CPI havia sido aprovado há mais de 60 dias. Segundo o presidente da Comissão, a demora na implantação ocorreu porque o Colégio de Líderes não conseguiu reunir quórum para deliberar sobre a formatação e a indicação dos membros. Diante da inércia, a presidência da Câmara recorreu ao regimento interno para constituir o colegiado. A primeira reunião de trabalho está marcada para esta sexta-feira (23), com o objetivo de traçar o cronograma de investigações, requisitar documentos oficiais e iniciar o ciclo de oitivas com fiscais, empresas e demais envolvidos.  

 

"Buscar todas aquelas situações que inclusive, vocês da imprensa noticiaram. As aquisições feitas, todas de forma grotesca, tranquilamente, apontando superfaturamento, aquisição indevida, enfim, uma série de coisas que só trouxeram prejuízo ao município de Cuiabá", pontuou o vereador.  

 

A composição da CPI gerou questionamentos quanto à sua isenção, uma vez que todos os membros indicados integram a base de apoio ao governo municipal na Câmara. Questionado se o cenário poderia gerar um "descrédito" nos trabalhos por conta do alinhamento político, Demilson Nogueira rebateu as críticas e defendeu a autonomia de sua atuação.  

 

"Nós continuamos vereadores... Ser oposição ou ser base é uma denominação que se dá. Todos aqui somos vereadores e com representação dada pelo povo de Cuiabá", afirmou.  

 

O parlamentar reforçou que seu comportamento político na Casa nunca desabonou sua trajetória e reiterou que responderá institucionalmente pelo mandato que exerce. "Eu vou continuar fazendo o trabalho que eu tenho que fazer, até porque eu sou legitimado por 3.211 cuiabanos", concluiu.

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