descontentamento geral 10.09.2026 | 15h53

laisa@gazetadigital.com.br
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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) criticou a gestão do ex-governador Mauro Mendes (União) em relação ao pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos e disparou contra a administração do prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL). O parlamentar abordou o impasse legislativo em torno da votação do veto do aumento aos servidores do Tribunal de Justiça (TJMT), avaliou as políticas habitacionais da capital e defendeu o cumprimento de obrigações financeiras com o funcionalismo.
Além disso, o deputado comentou a falta de quórum na Assembleia Legislativa (ALMT) na quarta-feira (09) para a votação de vetos sobre aumento, afirmando que “esse dinheiro pertence ao Tribunal de Justiça, ele estava programado no orçamento de 2025”. E classificando a verba como exclusiva de outro poder, em que “o Legislativo e o Executivo não têm nenhuma prerrogativa”.
“Nós tínhamos nove presentes, sequer tínhamos número para fazer a votação, não havia quorum suficiente. Dá pena, né? Esse assunto já era para ter sido resolvido. Nós estávamos discutindo questões de interesse da sociedade. [...] Estávamos discutindo, perdendo tempo e energia. [...] Esse dinheiro estava programado, está no orçamento, tudo é legal. Eu não sei por que a maioria dos deputados não aprova”, afirmou durante entrevista no Jornal do Meio-Dia desta quinta-feira (10).
A discussão também passou pelas finanças estaduais e pelos débitos com os servidores, com o deputado rebatendo o argumento de que o pagamento de reajustes quebraria as contas públicas.
“Diz que não vai ter dinheiro para investimento. Aqui está alguém que é a prova real. [...] O servidor não foi tratado com respeito e muito menos como prioridade pela gestão Mauro Mendes. [...] O estado de Mato Grosso não paga o que deve aos servidores porque não quer, não tem vontade política”, criticou.
No âmbito municipal, Wilson Santos justificou seu descontentamento com o prefeito, pontuando que o estopim da relação tensa ocorreu após a demolição de residências no bairro Jonas Pinheiro, fato que foi contestado pelo gestor, que chamou o deputado de “mentiroso nato”.
“Quando o Abílio mandou derrubar oito casas lá no Jonas Pinheiro, sem decisão judicial, apenas uma solicitação do Ministério Público. [...] Essa é uma área que me toca muito, porque eu trabalho nessa área há mais de 30 anos. [...] Ele mentiu para a sociedade de que, se ele fosse eleito prefeito de Cuiabá, ele construiria 10 mil casas em quatro anos. Já passou 41% do mandato, ele não entregou nenhuma casa, zero de casa”, declarou, acusando Abílio.
Ainda, o parlamentar avaliou criticamente a atual condução da prefeitura de Cuiabá, apontando problemas na infraestrutura urbana e na prestação de serviços à população.
“Não consegue nem limpar a cidade, tampar os buracos. A cidade está mal cuidada, mal iluminada. [...] A verdade é que a sociedade esperava um gestor, e ele não tem vocação para ser gestor. Ele é um excelente fazedor de TikTok, de vídeos, mas gestor executivo nunca foi e nem será”, concluiu.
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