deu em a gazeta 28.05.2023 | 08h00

pablo@gazetadigital.com.br
Otmar Oliveira
Empresário responsável pela retirada dos trilhos e estrutura por onde passaria o abandonado Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Várzea Grande, João Pedro Dias, acusa o Consórcio Construtor BRT de calote de cerca de R$ 250 mil pelos serviços prestados. Segundo ele, o Consórcio chegou a oferecer os ferros e trilhos retirados como forma de pagamento. Dias notificou extrajudicialmente a empresa L.
Ramos de Arruda por falta de pagamento e, caso não seja efetuado, pedirá o bloqueio do crédito da empresa junto ao Consórcio BRT. O empresário afirma que foi procurado para L.Ramos Arruda para locação de maquinários, porém acabou executando o serviço.
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‘A princípio a gente iria alugar os maquinários, mas a gente acabou executando. Só os caminhões que foram levar o lixo que não eram nosso’, disse o dono da Construloc Construtora e Locadora Eirelli.
Após a tentativa de receber o valor firmado no contrato, João Pedro afirma que o próprio Consórcio do BRT garantiu que assumiria a dívida, caso a empresa não honrasse com o contrato.
‘Eles apertaram a minha mão e disseram que assumiriam a dívida. Depois apresentaram algumas alternativas, como me pagar com os ferros e trilhos retirados. E como eu não aceitei, eles até hoje não me pagaram. E os atrasos são desde janeiro’, explicou.
O pagamento com os trilhos do VLT pode ser irregular, já que a estrutura do modal, conforme a última decisão do juiz da 1ª Vara Federal Cível e Agrária de Mato Grosso, Ciro José de Andrade Arapiraca, que em 2021, afirmou que a rescisão unilateral do contrato do VLT, faz com que os vagões, trilhos e obras que as empresas do Consórcio realizaram e que foram concluídas, sejam incorporadas ao patrimônio do Estado.
‘Ou seja, a rescisão promovida pelo Estado pressupõe que as obrigações parcialmente cumpridas passam a integrar o patrimônio da contratante, a quem compete a adoção de atos tendentes a permitir a continuidade do empreendimento por execução direta ou indireta’, diz trecho de sua decisão do dia 21 de maio de 2021.
Na ação, o governo Mauro Mendes (União) pede que o Consórcio VLT fique com todo o material rodante e venda para ressarcir o Estado em R$ 900 milhões. A empresa L.Ramos de Arruda está localizada em Rondonópolis e tem um contrato no valor de R$ 1,4 milhão com o Consórcio Construtor BRT.
Outro lado
A reportagem entrou em contato com um dos engenheiros do Consórcio Construtor BRT, Alisson Rachadel, apontado por João Pedro Dias, como um dos que participaram na reunião de negociação e que ofereceu os ferros retirados. Alisson chegou a responder questionando do que se tratava. Ao ser informado do assunto, não respondeu e não atendeu às nossas ligações. Já em relação à empresa L.Ramos Arruda não foi localizado nenhum dos representantes.
Justiça extingue mais uma ação
O juiz da 1ª Vara Federal Cível e Agrária de Mato Grosso, Ciro José de Andrade Arapiraca, extinguiu uma das cinco ações que se encontra na Justiça Federal sobre o abandonado Veículo leve sobre Trilhos (VLT). A decisão é referente a uma ação popular ambiental que solicitava perícia técnica contábil nos contratos das obras, a nulidade dos mesmos junto às instituições financeiras Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), além de exigir a retomada imediata das obras para conclusão do modal.
A ação foi interposta em 2016 pelo advogado Félix Marques. Em sua decisão, Arapiraca afirmou já existem outras ações que tramitam Justiça Federal sobre o mesmo tema. O magistrado também afirmou que o escopo da ação popular deve se limitar à previsão na Constituição Federal e na lei, qual seja, ‘a anulação ou declaração de nulidade de ato lesivo ao patrimônio público, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, não se prestando para veicular pretensão de condenação em obrigação de fazer, seja ela de qualquer natureza’.
‘Diante o exposto, julgo extinto o processo sem resolução do mérito, nos termos do art. 485, incisos V e VI do CPC’, finaliza.
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Leila - 29/05/2023
Calote pra construir, calote pra desfazer, esse empresário tem que cobrar mesmo,prestou um serviço dificílimo, agora os caloteiros quer pagar ele com ferro, ter que vender ainda, pro ferro virar dinheiro.... espertalhões, esse é o crime organizado do colarinho branco...chibata nesses malandros...
Evaldo Corrêa - 28/05/2023
A maioria idiotice desse Governador Mauro Mendes optar em destruiu uma obra quase pronta , o VLT , com todos as obras de arte infraestruturas executadas ( ponte , viadutos , passagens de nível ) Trechos prontos com trilhos e o pior 42 vagões comprados e virando sucata . Essa empresa criada do BRT , favorece os barões polítiqueiros deste governo . Infelizmente , perde o povo Cuiabano e Vg em poder usufruir de um Sistema moderno e traria conforto e a todos os usuários e ao meio ambiente . Uma nova obra BRT que é um crime de corrupção q já se mostra a cara dos criminosos , o governo e os políticos envolvidos com suas empresas . Uma vergonha ! .
2 comentários