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‘MORRER NINGUÉM VAI’ 01.06.2026 | 07h00

Ex-senadora critica movimentação do PL e volta a defender o 'hora/salário'

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Laisa Stofel

laisa@gazetadigital

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A suplente de senadora do estado, Margareth Buzetti (PP), afirmou que a tentativa do Partido Liberal de emplacar escala 4x3, proposta originalmente apresentada pela deputada federal Erika Hilton (Psol), era uma “proposta eleitoreira”. Ainda, em entrevista nesta quarta-feira (27), a empresária defendeu que a votação, feita sob pretexto eleitoral, poderá gerar grandes impactos econômicos, principalmente aos pequenos empreendedores.

 

“Está todo mundo pensando em eleição, esse é o grande problema de se votar um tema desses nessa época. Todo mundo vai ter 10% de aumento no custo do salário que está pagando, as empresas terão que repassar. E o serviço público? Vai ter um ano para se adaptar. E, daqui a um ano, faz o quê? Quem paga a conta é o consumidor”, respondeu após ser questionada sobre movimentações do Congresso.

 

Leia também - 'Não queria ser o algoz da folga do cidadão', diz deputado que discorda do fim da 6x1, mas votou à favor.

 

Ainda, quando respondeu sobre o projeto não enfrentar resistência no Senado por ser ano eleitoral, a suplente declarou que “não tem como” ser vetado.

 

“Por isso que eu falo, é uma covardia discutir isso nesse período”. Explicando que, se fosse votado em outros anos, haveria chance de o resultado ser diferente. “Pelo menos se discutir mais outros modelos. Só que não se aceitam outros modelos. É só esse, e tem que ser assim, e acabou. Nós temos acordos coletivos e contratos firmados com o mesmo grupo que foi do sindicato que estava lá ontem votando. E agora? Nós vamos romper esses contratos sindicais? Vamos jogar no lixo? Vai ser uma enxurrada de ações judiciais que vai ser assim uma festa”, questionou.

 

Ela comentou também sobre a iminência do prejuízo financeiro ser repassado ao consumidor, alegando que “morrer ninguém vai”.

 

“Isso vai se acomodar, mas quem vai pagar a conta é o consumidor. Os produtos vão ficar mais caros, tudo vai ficar mais caro. Por exemplo, nós já fazemos 5x2 há muito tempo. Mas a padaria, como é que faz? O pão no sábado de manhã não vai sair? O restaurante não vai funcionar? Toda a cadeia de serviço é prejudicada”, declarou.

 

Na ocasião, a ex-parlamentar aproveitou para defender modelos menos convencionais no país, como a contratação por hora trabalhada em um valor fixado, como nos Estados Unidos da América. Para ela, isso resolveria a questão daqueles que querem trabalhar e daqueles que querem descansar.

 

“Se você quer trabalhar 3 horas, você trabalha 3 horas, se quer trabalhar 10 horas, trabalha 10 horas, com as mesmas garantias”, concluiu.

 

Esse modelo é permitido no Brasil, apesar de não ser tão conhecido em comparação com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que abarca cerca de 50 milhões de pessoas empregadas atualmente, segundo o Ministério do Trabalho.

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