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PRAGAS MODERNAS 19.06.2026 | 15h49

Fávaro defende que governo feche o cerco contra plataformas clandestinas de apostas

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João Vieira

João Vieira

O senador Carlos Fávaro (PSD) defendeu ações mais rígidas para combater as plataformas clandestinas de apostas, as chamadas bets. Ele classificou esses cassinos digitais como uma das três “pragas da vida moderna”, junto com as drogas e o excesso de telas.


“O que eu ouço aqui em Primavera, e em cada bairro que visito, é o desespero de famílias sendo destruídas”, afirmou o parlamentar, que afirmou que o estado precisa recuperar o controle da situação e garantir a proteção da sociedade.


Fávaro reforçou que o combate às bets ilegais deve ocorrer a partir de duas frentes: a conscientização das famílias e a asfixia econômica desses operadores.

 

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“Aqui na base, nós alertamos e acolhemos as famílias. Em Brasília, trabalhamos para que a lei seja implacável. O cerco fechou e nós não vamos recuar enquanto essas pragas continuarem ameaçando o futuro dos nossos filhos”, disse.


Em sua fala, Fávaro ainda celebrou as novas regras impostas pelo Governo Federal. Baseado na Lei Antifacção, o decreto permite que as forças de segurança interrompam os fluxos financeiros e bloqueiem as contas dos envolvidos nessas operações dentro do prazo de 24 horas após a notificação inicial.


Além disso, instituições financeiras e de responsabilidade poderão ser penalizadas de forma solidária. Com isso, bancos e fintechs que forem usadas para as transações das bets clandestinas passarão a responder financeiramente pelos impostos que deixarem de ser recolhidos.


“Acabou a zona cinzenta. Quem viabiliza o fluxo de dinheiro para o crime agora vai sentir no bolso. O sistema financeiro não pode ser cúmplice de negócios clandestinos que corroem a economia popular”, enfatizou o senador.


Os valores confiscados serão repassados para o Fundo Nacional de Segurança Pública, sendo usados no fortalecimento das políticas públicas da área. “Estamos transformando o dinheiro que seria usado para enganar o cidadão em recurso para combater o próprio crime organizado”, afirmou.


Outra medida prevista é o monitoramento permanente da publicidade irregular e a manutenção da Plataforma Centralizada de Autoexclusão, que é o serviço em que os cidadãos podem bloquear o próprio CPF nas plataformas de apostas regulares.

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