QUESTÃO DE SOBERANIA 05.06.2026 | 17h20

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Assessoria
O senador Carlos Fávaro (PSD) criticou lideranças políticas que têm apoiado a pressão do governo americano em assuntos internos do Brasil, como o sistema de pagamentos PIX, do Banco Central. Para Fávaro, o momento demanda reação firme, a defesa da soberania nacional e a busca por canais de diálogo entre os dois países.
“Não dá para aceitar que pseudos-brasileiros trabalhem contra o próprio Brasil, contra uma ferramenta como o Pix, que é do povo brasileiro, para beneficiar empresas de cartão de crédito dos Estados Unidos. Isso é um gol contra os brasileiros”, disse.
Conforme Fávaro, o Pix é visto como uma ameaça para as empresas americanas de cartão de crédito, como a Visa e a Mastercard, por exemplo. Para Fávaro, apoiar esse tipo de discurso estrangeiro significa colocar interesses pessoais, eleitorais ou ideológicos acima da soberania do Brasil.
O governo de Donald Trump propôs uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros em decorrência de questionamentos existentes por parte dos americanos sobre o PIX, comércio eletrônico, etanol, propriedade intelectual, combate à corrupção e desmatamento. Em um outro procedimento, há a possibilidade de sobretaxa adicional de 12%, sendo que a decisão final sobre as medidas deverá ser anunciada pelo governo dos EUA até o dia 15 de julho.
“Defendo o diálogo, a negociação e o respeito entre os países. O Brasil tem que defender seus interesses com firmeza, preservar sua soberania, seus produtores, suas empresas e os empregos dos brasileiros”, disse o senador.
O senador recordou que essa não é a primeira vez que o governo Trump tenta pressionar o Brasil por meio de tarifas. Na primeira vez, os impactos foram reduzidos devido a estratégia de diversificação de mercados, que reduziu a dependência dos importadores nos EUA.
“O Brasil já mostrou que tem capacidade de abrir mercados, vender para o mundo e defender os seus produtores. O que não podemos aceitar é brasileiro trabalhando contra o Brasil”, reforçou.
O senador defendeu que a resposta à nova ofensiva comercial deve combinar negociação diplomática, defesa da soberania e abertura de mercados. Para Fávaro, divergências políticas internas não podem ser usadas como instrumento para prejudicar a economia brasileira em uma disputa internacional.
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