RESPOSTA A MAURO 07.08.2026 | 13h57

fred.moraes@gazetadigital.com.br
João Vieira
O senador Carlos Fávaro (PSD) reagiu às declarações do ex-governador Mauro Mendes, que, em vídeo publicado para se defender das investigações da Polícia Federal, afirmou que adversários políticos poderiam ter articulado a operação para prejudicá-lo. Entre os citados por Mauro estão os senadores Jayme Campos (União) e Fávaro, além dos candidatos ao Senado Pedro Taques (PSB) e Janaina Riva (MDB).
Ao comentar as acusações, Fávaro classificou a tentativa de atribuir a adversários políticos a origem da investigação como uma “cortina de fumaça” e afirmou que não teria qualquer poder para determinar uma operação conduzida pela Polícia Federal e autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
“Mais um capítulo triste da política em Mato Grosso. Agora não faz sentido querer fazer uma cortina de fumaça e achar culpados de que quem provocou foram algumas pessoas de Mato Grosso”, afirmou.
Fávaro questionou ainda como poderia ter influência sobre uma investigação dessa dimensão. Segundo ele, a operação envolve instituições que não estão sob controle de adversários políticos locais.
“Não precisa dizer que eu fui provocar uma operação dessa magnitude. Eu não teria poder sobre a Polícia Federal, sobre a Procuradoria-Geral da República, sobre o ministro da Suprema Corte”, rebateu.
Apesar do embate político, Fávaro afirmou que defende a apuração das denúncias e ressaltou que os investigados devem ter garantido o direito de defesa.
“Eu acho que são denúncias muito graves, que merecem ser apuradas. Eu defendo o amplo direito de defesa. Ninguém pode ser condenado sem um amplo direito de defesa e, assim, os que estão sendo investigados devem o fazer”, afirmou.
Acusação
Em vídeo de defesa, Mauro Mendes afirmou que vê motivação política nas manifestações de seus adversários e citou Fávaro, Jayme Campos, Pedro Taques e Janaina Riva como nomes que teriam interesse em desgastá-lo.
“Está claro que esses adversários políticos têm a clara intenção de fazer isso como instrumento político para tentar me prejudicar. Por mim, pode investigar à vontade. Eu não fiz e tenho certeza de que o Estado de Mato Grosso, por meio da nossa Procuradoria, não fez nada de errado e ilegal”, declarou Mauro.
O ex-governador também afirmou que vinha sendo alvo de manifestações de opositores que insinuavam que ele poderia ser alvo de uma investigação policial.
Mauro Mendes foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal durante deflagração da operação. Policias se deslocaram até a casa do ex-governador, bem como em uma das empresas ligadas à sua família. Conforme o político, o único objeto levado durante a busca foi seu passaporte. Além dele, o deputado federal Fábio Garcia (União); o secretário da Casa Civil, Mauro Carvalho; o conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ulisses Rabaneda; o desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Ricardo Gomes de Almeida; Francisco de Assis da Silva Lopes, Luis Otávio Trovo Marques de Souza, Diego Marques Santana Miyoshi, Leonardo Vieira de Souza - Procuradores do Estado de Mato Grosso foram citados na operação.
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