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sem política vitalícia 03.03.2026 | 18h46

Governador critica discurso de que direita se resume ao PL; 'não enche a barriga de ninguém'

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Ana Frutuoso e Fred Moraes

redacao@gazetadigital

Fred Moraes /GD

Fred Moraes /GD

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), criticou a declaração do senador Wellington Fagundes (PL) de que a direita brasileira estaria concentrada apenas no Partido Liberal e classificou como “pobre” o debate baseado em rótulos ideológicos. Segundo Mendes, a polarização entre direita e esquerda não resolve os problemas concretos da população.

 

“Olha, o próprio Wellington, pouco tempo atrás, estava fazendo campanha para Lula, fazendo campanha para Lúdio, aqui em Cuiabá. Isso é muito natural. Eu não sei de quem ele está falando, mas acho muito pobre esse discurso de direita e esquerda. Isso não enche a barriga de ninguém. Nem ser direita ou esquerda resolve os problemas da sociedade”, afirmou o governador nesta terça-feira (3).

 

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A fala ocorre em meio às movimentações políticas visando as eleições de 2026 em Mato Grosso. Sem citar diretamente o PL, Mauro Mendes sinalizou desconforto com a tentativa de monopolizar o campo da direita e afirmou que não pretende permanecer na política por toda a vida.

 

“Já fui prefeito, estou terminando dois mandatos como governador e eu não pretendo ficar a minha vida inteira na política. Pode ter certeza disso”, cravou.

 

Segundo o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (PSB), Mauro já teria definido um cronograma para eventual transmissão do cargo ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), para se afastar e concorrer a senador nas eleições de outubro. O governador, porém, afirmou que ainda não há decisão tomada.

 

“É óbvio que, se eu for decidido pela candidatura, eu tenho que sair agora no mês de março ou no início de abril. Dia 3 de abril é feriado. Dia 2 é Quinta-feira Santa, é um dia mais complexo. Não vai ser dia 1º; ou vai ser dia 30 ou vai ser dia 31. Isso é uma possibilidade real, existe, mas não está definido”, apontou Mendes.

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