Eleições 2026 23.07.2026 | 11h34
Montagem/colagem
O pré-candidato à reeleição à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ainda decide se vai participar dos debates eleitorais que começam em meados de agosto, a equipe de Lula vai avaliar “caso a caso” a presença dele. Já a definição, pelo menos por ora, da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) é de que o pré-candidato não deve ir aos debates em que Lula faltar.
Segundo o cientista político Márcio Coimbra, a ausência estratégica em um debate costuma ser calculada principalmente por candidatos que lideram as pesquisas.
“Comparecer ao estúdio significa tornar-se o alvo prioritário de múltiplos ‘franco-atiradores’ e assumir o risco de cometer gafes que possam ser exploradas exaustivamente pelos oponentes”, diz.
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Nesses casos, a equipe avalia que o custo político de sofrer ataques combinados supera o ganho de imagem ou de exposição, e a decisão de se ausentar busca preservar a vantagem acumulada e canalizar esforços para agendas com público e discurso controlados.
No caso de Lula e Flávio Bolsonaro, as pesquisas eleitorais ao longo da campanha podem funcionar como termômetro para a participação em debates.
Mais espaço para outros candidatos
Para Coimbra, um debate presencial sem as duas principais forças da disputa resulta em esvaziamento, além de sinalizar uma postura de soberba perante o eleitorado, abrindo margem para críticas.
Outros candidatos podem se beneficiar da ausência dos concorrentes mais fortes. “Essa vacância cria um palco valioso para confrontar projetos entre si, tentar capitalizar o descontentamento e disputar os votos das fatias que rejeitam os dois nomes no topo”, analisa o cientista político.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), por exemplo, em crítica à possibilidade da ausência de Lula aos debates, afirmou que vai a todos os que for convidado.
“Costuma falar em democracia, mas cogita não ir ao debate com outros candidatos. Eu estarei em todos, não vou fugir do confronto de ideias”, escreveu nas redes sociais.
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