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Cuiabá, Terça-feira 06/10/2026

Política de MT - A | + A

POR UNANIMIDADE 06.10.2026 | 10h02

Ilde Taques vence articulação de Abilio e é eleito presidente da Câmara de Cuiabá

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Fred Moraes e Pablo Rodrigo

redacao@gazetadigital.com.br

João Vieira

João Vieira

Por unanimidade, o vereador Ilde Taques (Pode) foi eleito presidente da Câmara de Vereadores de Cuiabá para o biênio 2027/2028. Todos os 27 vereadores votaram favoravelmente, após Ilde conseguir derrotar o prefeito Abilio Brunini (PL) na articulação de bastidores. Essa também é a derrota mais dura que o prefeito sofre, mesmo após permitir uma composição para evitar maiores desgastes.  

 

O resultado consolida a vitória do grupo que formalizou a chapa "Lealdade e Compromisso". Além de Ilde Taques na presidência, a Mesa Diretora terá como 1º vice-presidente o vereador Eduardo Magalhães (Republicanos), considerado um dos mais fiéis defensores do prefeito na Casa. Magalhães foi aceito na chapa de consenso após o próprio Abilio autorizar o acordo de última hora na tentativa de conter perdas e garantir algum espaço de diálogo no comando do Poder Legislativo municipal.  

 

A formação da nova Mesa Diretora inclui ainda a vereadora Maria Avallone (PSDB) na 2ª vice-presidência, Adevair Cabral (SD) como 1º secretário e Michelly Alencar (União) na 2ª secretaria. A consolidação da candidatura única ocorreu após o esvaziamento de projetos alternativos, como as pretensões dos vereadores Dilemário Alencar (União) e Kassio Coelho (Pode).  

Leia também - Pivetta vence em todos os 142 municípios de MT e garante reeleição no 1º turno

 

O cenário se definiu com a impossibilidade do grupo ligado à atual presidente, Paula Calil (PL), viabilizar uma chapa de reeleição devido ao enfraquecimento de sua base e à falta de quórum de sustentação. O desfecho expõe também o esvaziamento da base de sustentação do prefeito, que dava ampla governabilidade que o Executivo ostentava no início do mandato.  

 

Eleito em 2024 com o apoio anunciado de 21 dos 27 vereadores, Abilio Brunini viu a base ruir ao longo dos últimos meses em razão de interferências diretas no Parlamento. O atrito constante resultou em votações travadas, como a rejeição da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) em julho, e no rompimento de parlamentares que migraram para o grupo articulado por Taques.  

 

Sob a perspectiva estadual, a eleição representa um trunfo estratégico para o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (Pode). Fiador político de Ilde Taques, Russi sai fortalecido após as eleições gerais de 2026, nas quais o Podemos conquistou a maior bancada da ALMT, credenciando o deputado para a disputa ao Governo do Estado em 2028.  

 

Apesar de o prefeito classificar os parlamentares alinhados a Taques como oposição, o novo presidente declarou que atuará de forma independente, sem buscar a confrontação sistemática com a prefeitura.

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