crime por dinheiro 05.10.2026 | 16h27

redacao@gazetadigital.com.br
Chico Ferreira
O feminicida Jackson Pinto da Silva, acusado de matar a esposa, Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, em Cuiabá, vai a júri popular no dia 20 de outubro. Ele responderá pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime.
Conforme a investigação, o crime ocorreu na manhã de 4 de maio de 2026, dentro da residência do casal, no bairro Parque Cuiabá. De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Jackson teria utilizado uma braçadeira de nylon, conhecida como "enforca-gato", para asfixiar a vítima enquanto ela dormia, impedindo qualquer possibilidade de defesa.
Na decisão de pronúncia, o magistrado destacou que há provas da materialidade dos crimes e indícios suficientes de autoria para que o caso seja submetido ao Tribunal do Júri. Entre os elementos reunidos no processo estão o laudo de necropsia, que apontou morte por asfixia mecânica, provas periciais, registros telemáticos, documentos, depoimentos de testemunhas e a confissão do réu durante audiência de instrução realizada em julho deste ano.
Leia também - Justiça do Trabalho de MT é líder em conciliações no país
De acordo com o Ministério Público, o assassinato ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar, motivado por menosprezo à condição de mulher, circunstâncias que caracterizam o feminicídio.
A investigação também aponta que o crime teve motivação patrimonial, já que, após matar a esposa, o denunciado transferiu cerca de R$ 18 mil do cartão de crédito da vítima para a própria conta bancária. Ainda segundo o MPMT, Jackson transportou o corpo até outro imóvel pertencente à vítima, também localizado no bairro Parque Cuiabá.
Antes do crime, ele contratou um serviço de escavação sob o pretexto de construir uma fossa, local onde o cadáver foi enterrado. Para tentar despistar as investigações, o acusado procurou a polícia e registrou um boletim de ocorrência informando falsamente o desaparecimento da esposa, conduta que fundamentou a acusação pelo crime de comunicação falsa de crime.
Jackson segue preso preventivamente na Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas.
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.