‘AQUI NÃO É FAZENDÃO’ 17.06.2026 | 07h06

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Fred Moraes/ GD
O senador Jayme Campos (União) defendeu que é preciso passar Mato Grosso a limpo e acusou o grupo político que está no Governo Estadual de querer transformar o estado em uma empresa privada em que “meia-dúzia” toma as decisões sobre os destinos da administração pública.
“É bom que se esclareça que essas pessoas que hoje estão no poder momentaneamente, de plantão, acham que são a última Coca-Cola do deserto. Não é nada disso. Nós temos que fazer com que esse estado aqui seja passado a limpo”, disse durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (15).
Jayme, que enfrenta resistência do grupo liderado pelo ex-governador Mauro Mendes (União) para viabilizar sua candidatura ao Governo do Estado pelo União Brasil, disse que essas mesmas pessoas querem transformar Mato Grosso em uma empresa privada.
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“[Temos que] fazer um estado de mais oportunidades, que seja da maioria da sociedade mato-grossense e não de meia-dúzia, que hoje gerencia Mato Grosso, lamentavelmente, [focando em] interesses muito pessoais e querem transformar esse estado em uma propriedade particular, ou seja, uma S. A. [sociedade anônima]”, declarou.
“Reúne quatro ou cinco e define quem é o diretor-geral, quem é o diretor administrativo, quem é o gerente, quem é o capataz... Aqui não é um fazendão, Mato Grosso tem que ser discutido em um todo”, acrescentou.
O parlamentar criticou a qualidade dos serviços de educação, saúde e segurança pública do estado, lembrando que Mato Grosso é onde mais se comete feminicídios e onde mais morrem jovens, proporcionalmente.
“É preciso fazer urgentemente aqui e certamente melhorar esse ambiente hoje de mais investimentos em Mato Grosso, sobretudo na saúde, que é precária. Vamos ser honestos aqui, é precária a questão da saúde. A educação tem que ser discutida, a questão da segurança pública, porque lamentavelmente as organizações criminosas tomaram conta de Mato Grosso. É um dos estados mais violentos”, afirmou.
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