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CPI INVESTIGA SECRETARIA 03.06.2026 | 18h42

Max espera que Saúde tenha backup de dados roubados; ‘se não tiver, é incompetência’

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Fred Moraes

Fred Moraes

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (Podemos), disse que o “mínimo” que ele espera é que a Secretaria de Estado de Saúde (SES) tenha backup dos arquivos sequestrados por criminosos no início de março. A fala foi feita nesta quarta-feira (03), em coletiva de imprensa, após a repercussão negativa.


O chefe do Legislativo estadual comparou a situação com a própria Assembleia, que tem dois sistemas para armazenar as informações da Casa de Leis, justamente pela importância da documentação que circula por ali.


“O Estado tem que ter esse backup dessas informações. A Assembleia, por exemplo, se chegar a ser invadida por um hacker aqui, apagar tudo dentro da Assembleia, nós temos armazenadas todas as nossas informações em outra unidade, em outro local. Então o estado tem que ter o backup disso aí”, afirmou.

 

Leia também - Hackers invadem sistema da SES e caso mobiliza investigação cibernética


Max disse que espera que não apenas a Secretaria de Saúde, mas as demais pastas do Governo do Estado tenham formas de preservar as informações sensíveis que circulam diariamente pela administração pública.


“A Secretaria de Fazenda eu espero que tenha isso, a Secretaria de Segurança eu espero que tenha isso. Se não tiver, aí é incompetência por parte do Estado, é algo que não podemos deixar acontecer”, disse aos jornalistas.

 

Apuração na Saúde
O ataque vem em um momento delicado, em que uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) vem investigando os atos da Saúde do estado entre 2019 e 2023, período que abrange a pandemia de covid-19. Os dados perdidos poderiam ser do interesse da CPI para continuidade dos seus trabalhos.


Contudo, o presidente da Assembleia disse que, se não for possível obter as informações diretamente da secretaria, a Assembleia vai recorrer aos órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Estado (TCE), por exemplo, que é o responsável por acompanhar as despesas com dinheiro público.


“Eu quero crer que o estado tenha o backup disso tudo e levantamentos que a gente precisar teremos que buscar no Tribunal de Contas e em outros órgãos para a CPI poder avançar”, concluiu.

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