APÓS PROJETO POLÊMICO 14.08.2026 | 17h45

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O deputado federal José Medeiros (PL) afirmou que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão usando operações policiais para ajudar a eleger os seus candidatos em diversos estados do país. A fala foi feita em vídeo postado nas redes sociais e é uma resposta às críticas sofridas por defender um projeto de lei para proibir operações policiais contra candidatos seis meses antes das eleições. Ele iria propor a medida, mas recuou.
“Aqui em Mato Grosso, ministro da Corte Suprema tem os seus candidatos e estão usando poderes supremos para poder elegê-los. Recentemente nós tivemos uma operação e me manifestei sobre ela. Não defendo bandido, não defendo que ninguém fique impune, mas não posso admitir que, no país inteiro, nós tenhamos candidatos sendo escolhidos a dedo para ser apoiados e levados ao Senado por ordem ou por ações de ministros do Supremo”, afirmou Medeiros.
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“Isso é inadmissível. Hoje já temos Bolsonaro, que era para ser candidato e está preso. Nós temos Gustavo Gayer, que sofreu buscas. Nós tivemos uma candidatura barrada no Rio de Janeiro também de bolsonarista. Quer dizer, nós não podemos tolerar isso, ou então isso aqui deixou de ser uma democracia faz muito tempo”, acrescentou.
A fala de Medeiros vem no mesmo dia em que o PL divulgou a primeira arte da chapa majoritária em Mato Grosso. Medeiros aparece ao lado de Janaina Riva (MDB), candidata que o grupo de Wellington Fagundes "enfiou goela abaixo" na ala dos “bolsonaristas raiz” do partido.
Os candidatos bolsonaristas em todo o Brasil não escondem que a prioridade é a formação de uma bancada de senadores que apoiem os processos de impeachment contra os integrantes do STF, principalmente o ministro Alexandre de Moraes.
Projeto contra operações
A fala polêmica de Medeiros, que motivou essa nova declaração, foi uma resposta a questionamento sobre a Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal contra o ex-governador Mauro Mendes (União), candidato a senador, o deputado federal Fábio Garcia (União), além de seus familiares e aliados políticos.
A ordem judicial que autorizou a ação policial foi assinada pelo ministro Flávio Dino, do STF, com base no inquérito da Polícia Federal, que apontou a existência de uma suposta organização criminosa para desviar R$ 308 milhões dos cofres do estado. Após passar por vários fundos de investimentos, numa tentativa de mascarar as transações, os recursos acabaram indo parar em dois fundos, um da família de Mauro Mendes e outro ligado à Garcia.
O desvio se deu por meio da restituição de impostos cobrados a mais da Oi. Contudo, conforme a investigação da PF, foi identificada uma série de irregularidades na tramitação do caso, como a expiração do prazo para a empresa solicitar o pagamento, a compra do direito de recebimento da dívida por escritório de advocacia de aliado de Mendes e a autorização da liberação do valor em tempo recorde, mesmo sem previsão no orçamento estadual, dentre outros.
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