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'não há segurança por controle remoto' 14.08.2026 | 15h47

Candidato destaca segurança e saúde como metas de gestão; 'O serviço de inteligência precisa de policiais'

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Reprodução TV Vila Real

Reprodução TV Vila Real

O candidato ao governo de Mato Grosso, sargento Laudicério Machado (Agir), focou seu plano de campanha em torno de três eixos principais, que passam de segurança e saúde pública ao BRT, o qual classificou como ineficiente e “cabeça de boi”. Segundo o militar, as queixas sobre o efetivo policial no estado fogem dos dados divulgados, uma vez que o número não corresponde às demandas de um estado com grandes distâncias entre os municípios.

 

“Pelo que eu vi, como pesquisador, a informação, segundo o que as pessoas dizem, que é uma informação da ONU [...] não procede”, declarou durante sabatina no Jornal do Meio-Dia desta sexta-feira (14).

 

Além disso, o militar citou estudos da Universidade Federal do Espírito Santo para sustentar que a métrica é irreal diante da dimensão territorial de Mato Grosso. Ele alegou que o estado é “extremamente continental” e que “de uma cidade para outra é em torno de 200 a 300 km”, fato que torna a proporção de um policial para cada 127 quilômetros quadrados inadequada para garantir a qualidade do serviço.

 

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O candidato ressaltou que há também uma defasagem operacional provocada por desvio de funções, afastamentos e falta de reposição ao longo dos anos.

 

“Quando eu falo em policiais, eu tenho que saber que 6 mil policiais, 7 mil policiais não estamos todos no mesmo turno trabalhando. Considerando que eu tenho policiais que estão à disposição de outros órgãos, que estão de férias, que estão doentes, essa conta não fecha”, explicou. O candidato ainda destacou que o mesmo quantitativo prevalece desde 2003, ano em que ingressou na corporação, enquanto a população seguiu crescendo.

 

Ao comentar a redução nos investimentos em segurança e o impacto direto na rotina ostensiva, Laudicério apontou que tecnologia e inteligência não substituem a presença humana nas ruas.

 

“O serviço de inteligência precisa de policiais. Não é feito por controle remoto. Eu tenho a arma, mas eu preciso de policial para utilizar aquela arma. Eu preciso de policial para estar na viatura. Quando eu vou atender a uma ocorrência, fico 3, 4 horas na delegacia e a área fica desguarnecida. Quem vai cobrir? Quem vai cobrir é outra viatura de outra área, que vai fazer as duas áreas. Há perda de qualidade de serviço e sobrecarrega o policial”, pontuou.

 

Saúde 

Laudicério apelou à própria experiência familiar e acadêmica para apontar falhas de gestão e gargalos no atendimento público da saúde.

 

“Minha mãe perdeu a visão por falta de exame. Dois anos depois que ela perdeu a visão foi que chegou o resultado do exame. [...] Minha formação acadêmica é Administração em Gestão e Serviço de Saúde. Simplesmente, recurso tem. O que falta é otimizar as ações implementadas desse serviço ofertado ao cidadão mato-grossense”, garantiu, convocando a população a relatar depoimentos de situações similares.

 

Mobilidade 

Ao abordar o impasse nas obras do BRT e o histórico do antigo VLT, o postulante ao governo criticou duramente a condução dos projetos e a gestão dos recursos públicos. Na sequência, manifestou-se sobre o atraso das Recomposições Gerais Anuais (RGA) dos servidores públicos.

 

“Gente, que cabeça de boi que tem isso aí? Eu acho que é ineficiência. Fizeram o trilho do VLT, retiraram. Gastou. Compraram os vagões. Venderam os vagões que já foram inaugurados lá em Salvador. O que está acontecendo? É ineficiência de quem? É do gestor? É do Executivo? E para pagar o RGA não tem, mas está reinvestindo constantemente dentro dessa situação. Não é pedir favor, eu estou querendo o que é de direito meu como servidor público”, concluiu.

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