‘QUEM FOR PODRE QUE SE QUEBRE’ 18.08.2026 | 15h30

laisa@gazetadigital.com.br
Reprodução TV Vila Real
O deputado federal e candidato ao Senado, José Medeiros (PL), voltou a defender a proibição de operações policiais no período pré-eleitoral e criticar a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) com defesa explícita do impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Em entrevista ao Jornal do Meio-Dia desta terça-feira (18), ele afirmou que, se eleito, uma de suas primeiras propostas será a extinção do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Ao explicar sobre o recuo em relação à proposta de proibir operações da Polícia Federal seis meses antes das eleições, apresentada após desdobramentos de investigações contra Mauro Mendes (União) e aliados, o candidato argumentou que seu intuito era abrir um debate sobre a suposta interferência política do Judiciário.
“Na verdade, eu tenho mantido a coerência, eu tenho dito que, nesse momento que o Brasil vive, em que ministros da Suprema Corte vieram para o tabuleiro político, [é] temerário a operações utilizar a polícia para escolher ou beneficiar ou prejudicar candidaturas [...] Na verdade, eu defendo assim: quem for podre que se quebre. E eu defendo que haja celeridade nas investigações”, declarou em sabatina no Jornal do Meio-Dia desta terça-feira.
Na sequência, o parlamentar reforçou que sua principal motivação na disputa ao Senado é confrontar o que considera abusos do Poder Judiciário. Medeiros apontou como meta direta a destituição de integrantes da Corte.
“O que precisa, primeira coisa, é fazer o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, fazer um plano de 'consertação' nacional para que os ministros do STF voltem a falar nos autos e deixem o tabuleiro político. [...] Por isso que a gente precisa de um Senado forte. Por isso que a gente precisa fazer a presidência do Senado. E aí, sim, tirar o ministro Alexandre e ele ir para a cadeia”, pontuou.
Além da pauta de embate institucional com o STF, Medeiros detalhou suas propostas voltadas às demandas estaduais e ao setor produtivo. O candidato defendeu o fim de órgãos ambientais federais por entender que travam obras de infraestrutura e geram incertezas no campo.
“Porque, nesse momento, nosso Estado está extremamente prejudicado por esse órgão. É um órgão que trava tudo. É um órgão ideológico. Olha o nome. Instituto Chico Mendes. Coisa da Marina [Silva]. Nós temos aqui, por exemplo, a duplicação de Cuiabá-Chapada. Ele simplesmente disse que não pode. Qual é a solução? Nada. Fica morrendo gente aí?”, protestou em favor da obra.
A partir dessa fala, o candidato então migrou para o assunto de investimentos em infraestrutura, destacando projetos viários e o ambiente para investimentos em Mato Grosso como eixos centrais de sua eventual atuação no Senado.
“Como eu disse, a questão da logística é primordial hoje para a gente. Ferrogrão é primordial. Destravar a BR-158, 080, 242, todas essas. [...] Mato Grosso precisa muito de segurança jurídica. Mato Grosso precisa que os investidores possam vir investir aqui sem a preocupação de que vão ter prejuízo e de que as coisas vão mudar daqui para o outro”, concluiu.
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