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duas universidades reprovadas 04.02.2026 | 16h34

Ministro anuncia mais 40 novas vagas de medicina em MT e rigor na fiscalização dos cursos

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Tomaz Silva/Agência Brasil

Tomaz Silva/Agência Brasil

O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), anunciou a abertura de 40 novas vagas para o curso de medicina na Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) a partir do próximo semestre. Segundo ele, o objetivo é ampliar o número de para atender a demanda da saúde do país. Ele também garantiu fiscalização mais rigorosa nas graduações diante da baixa qualidade dos profissionais em avaliação do MEC.

 

“As nossas universidades federais estão bem avaliadas. E nós estamos criando cursos de medicina em vários lugares. Onde já se tem a oferta nós estamos ampliando, como no caso de Rondonópolis, onde assinaremos hoje a oferta dessas 40 novas vagas”, disse durante a inauguração do novo prédio do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), em Várzea Grande.  

 

Santana também afirmou que a UFR passará por uma avaliação técnica no futuro para analisar a possibilidade da criação de um hospital universitário na cidade. Durante o anúncio, o ministro voltou a destacar medidas para fiscalizar a qualidade do curso de medicina no país após mais de 100 instituições serem mal avaliados no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), obtendo notas 1 e 2. O conceito insatisfatório rendeu penalidades a duas universidades particulares, a  Centro Universitário Estácio do Pantanal (Unipantanal), de Cáceres (225 km a Oeste de Cuiabá) e Universidade de Cuiabá (Unic).

 

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“Infelizmente, o resultado foi que as universidades federais estão muito boas, as universidades públicas estaduais também boas, assim como as comunitárias. Mas as universidades privadas com fins lucrativos, mais da metade tiveram notas insatisfatórios”, reclamou.  

 

“E eu quero deixar muito claro que ninguém aqui está querendo fechar universidade, não. Elas são importantes para garantir oportunidades, até porque o governo federal banca também, através do Prouni e do Fies, as matrículas desses alunos nas universidades. Mas nós não podemos aceitar, a sociedade brasileira não pode aceitar que um profissional de saúde seja mal formado. Porque ele vai estar no corpo do hospital, atendendo as pessoas e cuidando da vida das pessoas. Então nós queremos bons profissionais formados nesse país”, cobrou.  “Muitas vezes as universidades privadas devem cobrar R$ 12 mil, R$ 15 mil, e não ter qualidade na oferta desse curso”, completou.

 

Santana afirmou que os cursos com notas 1 e 2, terão um prazo para retomar a sua qualidade. Enquanto isso, estão suspensas a criação de vagas, outros diminuir o número de vagas ofertadas, até que o próximo exame seja realizado.  

 

“A prova será em outubro para corrigir e melhorar a qualidade da avaliação desses cursos no país. Então essas são as medidas. Nós vamos estar proibindo o Fies neste ano para estudantes que têm ingressado nessas universidades com nota 1 e 2”, justificou.

 

Conceito baixo 

Os resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025 foram divulgados no começo de janeiro. Uma das universidades com resultado insatisfatório é o Centro Universitário Estácio do Pantanal (Unipantanal), de Cáceres (225 km a Oeste de Cuiabá).

 

A instituição teve o menor percentual de concluintes em Medicina, que alcançou a nota mínima para serem considerados proficientes entre todas as 304 universidades do Brasil avaliadas. Dos 26 estudantes que fizeram a prova, apenas 4 atingiram a nota mínima considerada pelo MEC. A Universidade de Cuiabá (Unic) teve nota 2.

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