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JORNADA REDUZIDA 18.03.2026 | 07h16

Mudança da escala de trabalho vai causar desemprego e prejuízo para toda a economia, diz Famato

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O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato-MT), Vilmondes Tomain, disse que o fim da escala de trabalho no formato de 6 dias de expediente e um de folga vai causar desemprego no país, porque os patrões vão optar por contratar profissionais que tenham menor custo. A fala foi feita nessa segunda (16), em evento com representantes do setor produtivo e parlamentares da bancada federal de Mato Grosso.


“Todas as empresas vão se adaptar. Isso vai dar um desemprego que vocês não imaginam o tamanho. Empresa que não se sustenta vão colocar pessoas boas para fora da empresa e contratar com menor salário com a escala de horário que for aprovada. Não tenha dúvida disso”, afirmou em sua fala.


A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 8/2025 foi apresentada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL). O objetivo é a substituição da escala de seis dias de trabalho com um de descanso para uma jornada de quatro dias de trabalho e três de folga. Durante as discussões, foi proposto um meio-termo, a chamada escala 5 por 2, com dois dias de descanso por semana.
Em coletiva de imprensa no mesmo evento, a senadora Margareth Buzetti (PP) disse acreditar que a pauta seja votada neste ano no Congresso por pressão do Governo, que tentaria capitalizar a discussão neste ano eleitoral.

 

Leia também - Buzetti nega apelo popular da escala 6x1 e cita prejuízo ao setor produtivo


Vilmondes disse, ainda, que haverá um impacto muito grande no custo para o agronegócio e que o modelo proposto não se adequa ao setor, que enfrenta períodos de grande movimentação no plantio e na colheita.


“O mecanismo nosso no meio rural vai ter um custo elevadíssimo porque a carga horária do rural é diferente, não tem como separar uma colheita, separar um plantio, não tem como se transportar a mercadoria e parar, esperar o horário. Isso não existe, como que eu vou parar dois dias numa safra”, disse.


“A gente respeita a obrigação trabalhista, direito é direito, a gente respeita. Funcionário, colaborador nosso todos são muito bem acolhidos, mas não nesse formato”, acrescentou.


O representante do setor do agronegócio afirmou que o fim da escala seis por um vai comprometer todas as cadeias da economia e não apenas o setor produtivo. Ele defendeu que os trabalhadores brasileiros precisam trabalhar mais.


“O Brasil precisava trabalhar mais, não trabalhar menos. Você atende as demandas de crescimento e a renda das pessoas é com mais trabalho. E se fizer uma pesquisa com trabalhador, a maioria quer trabalhar mais. É isso que eu vejo”, concluiu.

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