correligionário de alckmin 28.09.2018 | 16h37
João Vieira
Há 8 dias da eleição em primeiro turno, o governador e candidato à reeleição Pedro Taques (PSDB) já antecipou para qual presidenciável dará seu apoio no segundo turno. Apesar de afirmar que apoia o correligionário Geraldo Alckmin, falou como se já estivesse confirmada a disputa entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL).
“Nós vamos ao segundo turno com Alckmin, se o Alckmin não for ao segundo turno (mas eu acredito que vá) eu não vou apoiar o PT, vou apoiar o Bolsonaro. Tá decidido já”, disse nesta sexta-feira (28), após o debate entre candidatos ao governo, promovido pela TV Vila Real.
Ao longo da campanha, o tucano não demonstrou muito interesse em montar palanque para Alckmin, que não veio para Mato Grosso neste primeiro turno. O único momento em que houve agenda conjunta das candidaturas local e nacional foi na semana passada, quando a senadora e candidata a vice-presidente de Alckmin, Ana Amélia (PP), esteve em Cuiabá e foi recepcionada por Taques em evento político.
A situação é parecida com os demais candidatos a governador. Mauro Mendes (DEM), cujo partido não tem candidato a presidente e, nacionalmente, está ao lado de Alckmin, focou apenas em sua campanha. Wellington Fagundes (PR) também não tem candidato da legenda para o Palácio do Planalto. Dentro da sua composição majoritária com o PV da vice Sirlei Theis, PRB de Adilton Sachetti e PC do B de Maria Lúcia Cavalli, apenas a comunista tem levantado a bandeira do candidato Fernando Haddad (PT), mas não contou com a adesão de Fagundes.
Moisés Franz (PSOL) pede votos para o candidato ao Senado Procurador Mauro (PSOL), mas esquece do candidato a presidente Guilherme Boulos (PSOL). Da mesma forma, Arthur Nogueira (Rede) também não cita a presidenciável Marina Silva (Rede) em suas declarações.
Em relação a Jair Bolsonaro, sua principal cabo eleitoral em Mato Grosso é a candidata ao Senado, Selma Arruda (PSL). Quando ela lançou sua candidatura na chapa de Pedro Taques, em julho, o governador chegou a afirmar que não via constrangimento em garantir espaço em seu palanque para o deputado federal, mesmo sendo aliado de Alckmin.
Em julho, quando foi selada a aliança com Selma (que se rompeu pouco tempo depois), Taques chegou a defender Bolsonaro. “Nós não podemos ter preconceitos em razão de pensamentos. Nós temos que ter preconceito com aquele que rouba, com aquele que desvia patrimônio do povo brasileiro”, disse à época.
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