'HISTÓRIA CABULOSA' 25.06.2026 | 18h46
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Aparecido Carmo/Gazeta Digital
A disputa pelo apoio de prefeitos das maiores cidades de Mato Grosso compõe mais um capítulo dos entreveros entre Otaviano Pivetta (Republicanos) e Wellington Fagundes (PL). Nesta quinta-feira (25), o republicano não perdeu a chance de alfinetar o oponente, chamando-o de “desprezível” em ironia ao isolamento político do adversário. Ele ainda deixou no ar o questionamento: "por que será que é tão rejeitado pelo partido?".
Pivetta já conta com o apoio declarado de Abílio Brunini, prefeito de Cuiabá, Cláudio Ferreira, de Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá), Edilson Antônio Piaia, de Campo Novo do Parecis (396 km a Noroeste de Cuiabá) e uma inclinação da prefeita Flávia Moretti, de Várzea Grande. Ao ser provocado sobre esse movimento de "traição" entre os bolsonaristas, Pivetta não escondeu o sarcasmo e jogou a pergunta de volta para os jornalistas.
“Por que vocês acham que o cara é tão rejeitado assim dentro do partido dele, hein? Vocês querem puxar a minha língua, querem que eu fale a verdade. As causas disso, eu sou curioso para saber por que as pessoas não o apoiam. Por que será?”, indagou o pré-candidato à reeleição.
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Ainda, o governador mandou um recado direto para o bloco governista, avisando que o desembarque de lideranças da sigla de Fagundes em sua base está longe de acabar, pontuando de forma categórica que “tem mais prefeitos do PL, vai ter mais”.
O estopim para a fala de Pivetta foi um vídeo publicado por Wellington Fagundes nas redes sociais, no qual o senador criticou o projeto governamental de contratação de um empréstimo de R$ 1,5 bilhão, chamando a articulação do Palácio Paiaguás de “lambança”. A reação do republicano foi imediata em relação à biografia do senador, disparando que “esse senhor é desprezível”.
“Se estão me provocando, eu vou falar. Ele nunca teve uma experiência de fazer gestão. Nós o conhecemos na política, como deputado, ele veio até aqui nessa profissão. Será que isso é uma profissão? E a vida pública para mim é servir. No caso dele, tem muito mais coisa que todo mundo sabe. A história dele é cabulosa. Isso é governar. Governar é criar alternativa. É pensar em solução mais barata. É fazer bons negócios para a sociedade. Coisa que ele não sabe fazer. Nem para ele. Obviamente não saberá fazer para a sociedade”, declarou.
Para rebater as críticas técnicas e justificar o crescimento entre os eleitores, Pivetta usou seu histórico como prefeito de Lucas do Rio Verde (354 km ao Norte de Cuiabá) e defendeu a saúde financeira do Estado como garantia para o empréstimo bilionário, ressaltando que o recurso será direcionado para o plano de habitação popular. Ele defendeu sua trajetória de vida pública e o que chama de política do “fazimento”.
“À medida que a gente vai tendo a oportunidade de se apresentar para o povo, com a trajetória que nós tivemos na vida pública, o respeito que nós temos com o Mato Grosso, o povo vai vendo na gente uma oportunidade de conseguir, de continuar prosperando, e o povo tem confiança na gente. Sabe que nós somos trabalhadores, fazedores, e a gente trata a coisa pública com seriedade. É doação. É pura doação. Sabe por que nós temos crédito? Por que nós fizemos as reformas e o dever de casa para o estado ficar superavitário”, afirmou em defesa das acusações do rival.
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