EFEITO OPERAÇÃO HERITAGE 11.08.2026 | 12h15

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Fred Moraes
O deputado federal Fábio Garcia (União) confirmou nesta terça-feira (11) que deixará a disputa pela vice-governadoria na chapa do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e voltará a concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados. Em coletiva no final da manhã, na Assembleia Legislativa, ele afirmou que a decisão está diretamente ligada à medida cautelar imposta pelo ministro Flávio Dino, no âmbito da Operação Heritage, que proíbe a comunicação entre ele, o ex-governador Mauro Mendes e outros agentes envolvidos na investigação.
Segundo o deputado, a medida criou dificuldades para a condução da campanha e levou os presidentes dos partidos que integram a coligação a pedirem uma reavaliação de sua candidatura a vice. “Todos vocês acompanharam a decisão do ministro Flávio Dino, essa decisão que impõe a todos nós, nosso grupo político, uma restrição. Isso fez o governador Mauro Mendes, pela decisão do ministro, não podemos nos comunicar, portanto não podemos estar no mesmo local, e isso impõe a todos nós uma dificuldade de poder tocar a campanha”, afirmou.
Garcia disse que, diante do cenário, decidiu atender ao pedido das lideranças partidárias e retornar à disputa proporcional.
“Eu recebi, portanto, o pedido dos presidentes do partido da nossa coligação para que eu reavaliasse a candidatura a vice-governador e voltasse à candidatura a deputado federal. E entendendo, portanto, que nós precisamos tocar para frente o projeto, eu vou voltar a ser candidato a deputado federal, essa é a definição”, declarou.
Conforme divulgou o
, Pivetta vinha defendendo a substituição do deputado, enquanto Mendes resistia à mudança. O impasse chegou a colocar em risco a própria candidatura à reeleição do governador. Com o recuo de Garcia, Pivetta passa a ter liberdade para definir um novo nome para a vice. Entre os cotados estão a deputada federal Gisela Simona (União), o ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo e a primeira-dama de Rondonópolis, Alessandra Ferreira (Pode).
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Operação Heritage e o cerco judicial
O estopim para o desmoronamento definitivo da aliança foi a eclosão da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura um esquema de suposto desvio de R$ 308 milhões em um acordo judicial e administrativo firmado pelo governo do estado com a empresa de telefonia Oi.
Entre os principais alvos do inquérito estão o ex-governador Mauro Mendes, o deputado Fábio Garcia e o ex-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho. A operação não apenas abalou o prestígio político do grupo, como também impôs sérias limitações práticas à condução da campanha. Por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram impostas medidas cautelares severas aos investigados, incluindo a proibição expressa de comunicação entre Garcia, Mendes e Carvalho.
Essa restrição jurídica paralisou a coordenação política do grupo, tornando inviável a manutenção de Garcia como candidato a vice em uma chapa executiva e sacramentando a divisão no xadrez político mato-grossense.
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