QUER SER GOVERNADOR 23.01.2026 | 13h48

fred.moraes@gazetadigital.com.br
Chico Ferreira
O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que caminha para o último ano, e atribuiu à política fiscal da União a responsabilidade pelo alto patamar dos juros no Brasil. As declarações foram dadas durante entrevista, na qual Pivetta afirmou que a União “gasta muito, gasta mal” e atua como um entrave ao crescimento econômico.
Segundo o vice-governador, o aumento dos juros é consequência direta da condução econômica adotada pela atual gestão. Pivetta também criticou o impacto dessa política sobre pequenos e médios empreendedores. Para ele, o governo federal se tornou um concorrente direto de quem produz.
“No governo Lula, por conta da gastança irresponsável, somos hoje um dos países com os maiores juros do mundo. Isso acontece porque o governo federal gasta mais do que arrecada e não tem responsabilidade fiscal. O governo é o maior concorrente dos pequenos empreendedores. Eles precisam ir ao banco buscar financiamento para abrir ou manter seus negócios e não conseguem. Não há nada mais nocivo do que um governo populista que gasta mal”, disse, citando ainda as “farras das emendas parlamentares” como exemplo de má utilização dos recursos públicos.
Ao comparar gestões, o vice-governador elogiou a política econômica do governo anterior. “No governo Bolsonaro, com Paulo Guedes como ministro, tivemos os menores juros. Apesar da pandemia, para quem empreende no Brasil, aquele período foi melhor. Hoje sentimos falta de uma política econômica mais responsável”, declarou.
Somente depois de abordar a economia, Pivetta comentou sua posição política e trajetória pública. Ele afirmou se identificar como direita moderada, defendendo menos ideologia e mais eficiência administrativa. “Somos moderados para falar e rápidos para fazer coisas bem feitas, produzir resultados. O debate ideológico excessivo não resolve os problemas reais da população”, avaliou.
O vice-governador também ressaltou que nunca teve apoio do Partido dos Trabalhadores ao longo da carreira política. “Fui eleito com o PT contra mim, elegi sucessor sem apoio do PT e nunca apoiei o partido. Ainda assim, convivo bem com todos. Nosso compromisso é com resultado”, afirmou.
Pivetta encerrou a entrevista dizendo que, uma vez candidato, pretende apresentar sua história e suas propostas ao povo mato-grossense, reforçando que a condução econômica do país será um dos principais temas do debate político nos próximos anos.
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