REGISTROU BO 11.03.2026 | 17h45

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João Vieira
A jornalista Larissa Malheiros registrou um boletim de ocorrência contra os vereadores Ilde Taques (PSB) e Demilson Nogueira (PP), de Cuiabá. Os parlamentares teriam acusado a profissional de imprensa de ser a responsável pelos vazamentos de conversas entre vereadores em um grupo de WhatsApp. A acusação seria de que a jornalista teria clonado o celular da vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade), com quem ela trabalhou como assessora de imprensa entre janeiro e outubro de 2025.
Conforme o registro da ocorrência, a jornalista teria sido chamada para uma reunião com Baixinha, onde foi informada de que o vereador Demilson Nogueira a acusou de ser a responsável por vazar áudios de conversas entre os parlamentares. As acusações teriam sido endossadas por Ilde Taques, que disse que também teria investigado o caso.
Demilson teria dito aos 18 vereadores presentes na reunião que se encontrou com um jornalista de Várzea Grande que acusou Larissa Malheiros. Ele ainda disse que o denunciante teria apresentado provas de que Larissa teria enviado mensagens pelo celular da vereadora.
Baixinha Giraldelli questionou como as mensagens poderiam ter sido enviadas do telefone dela se não trabalhavam juntas há cerca de cinco meses. Foi nesse momento que Demilson disse que a jornalista clonou o telefone da vereadora.
No boletim de ocorrência, Larissa informou que não tinha acesso ao telefone da vereadora e que, desde que deixou de trabalhar com ela, as duas só se encontraram em eventos públicos.
Após a acusação, Baixinha disse que chamaria a jornalista para uma conversa com ela e Demilson com o intuito de esclarecer os fatos, mas o vereador se recusou a participar. Questionado se havia provas do que havia dito, o parlamentar disse que não tinha. O vereador teria pedido para deixarem o assunto para lá, porque "bosta, quanto mais se mexe, mais fede".
Larisa pediu para conversar com a presidente da Câmara, Paula Calil, que disse que nada poderia ser feito contra ele uma vez que não existem provas da acusação. A jornalista pediu que fosse feita uma retratação, mas o pedido foi ignorado. Ao contrário, Demilson pediu uma reunião com o presidente da Câmara de Várzea Grande, Vanderlei Cerqueira (MDB), onde Larissa trabalha, para expô-la.
Larissa relatou que a situação causou constrangimento no desempenho das suas funções, já que ela precisa ter contato com os vereadores e muitos desconfiam da atuação dela.
Outros envolvidos
Ao
, a vereadora Baixinha Giraldelli disse que não acredita na alegação de que seu WhatsApp teria sido clonado porque Larissa nunca teve acesso ao seu aparelho celular. Disse, ainda, que enquanto trabalhou em seu gabinete, a jornalista sequer usava o notebook disponibilizado, utilizando o próprio material para o desempenho das suas funções.
A reportagem tentou contato com o vereador Demilson Nogueira, mas as ligações não foram atendidas.
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