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UNIÃO PERDE FORÇA 19.03.2026 | 06h56

'Por que não vai para Republicanos?', dispara Júlio contra Mauro

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João Vieira

João Vieira

O deputado estadual Júlio Campos, irmão do senador Jayme Campos, criticou publicamente a postura do governador Mauro Mendes em relação à sucessão estadual de 2026 e questionou o fato de o chefe do Executivo não defender uma candidatura própria do União Brasil, com o nome de Jayme, e sinalizar apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta, do Republicanos.

 

Em entrevista nesta quarta-feira (18), Campos sugeriu que a legenda realize uma prévia interna entre os cerca de 54 mil filiados para decidir o rumo da sigla e afirmou que a maioria defende candidatura própria, e não apoio a outro grupo. Para ele, apenas um “núcleo governista do Paiaguás” estaria tentando impedir que o partido apresente um nome ao governo.

 

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“O governador está muito confortável. Ele já disse que tem convênios com o Pivetta. O Pivetta é candidato do Republicanos. Por que ele não vai para o Republicanos então?”, disparou.

 

Júlio Campos ainda citou o fato de secretários do governo terem se filiado a outras siglas, e não ao União Brasil, como sinal de enfraquecimento da legenda dentro da própria gestão estadual. Entre os exemplos mencionados estão os secretários Alan Porto, que avalia disputar pelo Republicanos, e Gilberto Figueiredo, filiado ao PRD.

 

Para o deputado, sem um projeto próprio ao governo, o União Brasil corre o risco de perder força política  na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nas eleições.

 

“O partido só terá viabilidade para manter a bancada se tiver candidatura ao governo. Sem isso, a bancada pode ser reduzida a dois ou até um deputado”, concluiu.

 

A movimentação reforça o cenário de crise interna no União Brasil em Mato Grosso. Além das críticas de Júlio, o deputado estadual e chefe do governo na ALMT, Dilmar Dal Bosco também avalia a possibilidade de deixar a sigla, insatisfeito com conflitos internos. A movimentação acontece após estranhamento com Eduardo Botelho (União) no mês passado, porque o líder não incluiu o colega em uma das cinco vagas titulares da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante da Casa. 

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