conveniente para negar fagundes 03.08.2026 | 14h10

pablo@gazetadigital.com.br
Secom/VG
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), aderiu publicamente ao grupo de correligionários que rechaça a aliança regional entre o PL e o MD. O alinhamento foi chancelado pelo presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, mas escancarou um racha na base bolsonarista do estado.
Moretti junta-se aos prefeitos de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), reforçando a ala que apoia o projeto político do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao governo estadual. A determinação da cúpula nacional, contudo, serviu como a justificativa perfeita para que o trio de prefeitos sustentasse o movimento de dissidência interna no pleito deste ano, que já vinha articulado desde março.
Em tom veemente, publicado em suas redes sociais, a gestora de Várzea Grande declarou recusa irrevogável em dividir o mesmo palanque com adversários locais filiados ao MDB. "Não estarei no mesmo palanque de Kalil Baracat, do meu principal adversário político em Várzea Grande", afirmou a prefeita.
Leia também - Grupo de Jayme define ‘opositor forte’ para evitar que Pivetta ‘nade de braçada’
"Também não estarei ao lado de Janaína Riva, que, diante da violência política que enfrentei, do vereador Wanderley Cerqueira, que é do seu partido e escolheu o silêncio. Minha fidelidade é ao povo de Várzea Grande", completa.
O arranjo firmado pela direção nacional do PL previa o apoio à pré-candidatura da deputada estadual Janaina Riva (MDB) ao Senado, compondo a chapa majoritária encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL). A costura contou com o aval do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, prevendo veto estrito a críticas públicas ao MDB ou a Janaina Riva por parte dos filiados liberais.
A proibição foi solenemente ignorada pelas principais lideranças municipais do partido. Antes da manifestação de Moretti, Abilio Brunini já havia afirmado que preferia ser expulso a subir no palanque da emedebista, no que foi seguido por Cláudio Ferreira, que classificou a composição como uma "total incoerência".
A ala "pivetista" do PL deve ganhar novos adeptos nos próximos dias entre parlamentares e militantes bolsonaristas que rejeitam o pragmatismo da cúpula do partido. O movimento, porém, expõe contradições no discurso dos rebelados. Antes do anúncio oficial do acordo entre PL e MDB, o próprio Otaviano Pivetta buscava construir uma composição com o MDB que previa Janaina Riva como sua candidata a vice-governadora.
À época das tratativas, os três prefeitos mantiveram silêncio sobre a negociação, passando a apontar incoerência na aliança apenas quando o comando nacional do PL formalizou a coligação.
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.