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REGRAS MAIS CLARAS 03.04.2026 | 12h00

Reforma trabalhista rural ganha força no Congresso; entenda

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Divulgação/ Justiça do Trabalho

Divulgação/ Justiça do Trabalho

O Projeto de Lei nº 4.812/2025, que cria uma nova Lei do Trabalho Rural no Brasil, avançou no Senado e propõe uma ampla reformulação das regras que regem as relações trabalhistas no campo, substituindo a legislação vigente desde 1973. De autoria da suplente no Senado, Margareth Buzetti (PP), a proposta foi aprovada na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e segue agora para análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

 

O texto reúne em um único marco legal normas que hoje estão dispersas e busca adaptar a legislação à realidade atual do setor agropecuário, marcada por mecanização, uso de tecnologia e novas formas de organização do trabalho. Pela própria ementa, o projeto “dispõe sobre a Lei do Trabalho Rural e institui a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural”, estabelecendo diretrizes para modernizar o emprego no campo e aumentar a produtividade.

 

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Um dos principais pontos da proposta é a substituição do modelo atual por um sistema mais organizado. O projeto revoga a legislação anterior e consolida regras sobre contratação, jornada, saúde, segurança e negociação coletiva em um único texto, que conta com mais de 200 artigos.

 

Na justificativa da proposta, o objetivo é claro: criar normas específicas para regular relações individuais e coletivas de trabalho nas atividades agropecuárias em todo o país, com aplicação subsidiária da CLT apenas quando compatível com a realidade rural.

 

Segundo Buzetti em suas redes sociais, durante seis meses, houve discussões com empresas grandes e pequenas e profissionais da Justiça do Trabalho para garantir os direitos dos trabalhadores e melhor a relação entre empregados e empregadores.

 

“Fico feliz que ele esteja avançando. Temos o apoio da Frente Parlamentar da Agricultura e agora espero que o governo federal entenda, embarque conosco nessa luta que terá benefício para os dois lados. Afinal, o precisa se modernizar e a legislação para o campo também”, declarou.

 

O texto também detalha e regulamenta diferentes modalidades de vínculo empregatício no campo. Entre elas estão: trabalho temporário, trabalho intermitente e contrato por safra.

 

Esses formatos passam a ter regras mais claras dentro da nova lei, com foco na sazonalidade da produção agrícola, característica típica do setor.

 

De acordo com o presidente da Famato, Vilmondes Tomain, a proposta trouxe ao centro do debate um tema estratégico para o desenvolvimento do agro brasileiro e para a valorização das relações de trabalho no meio rural.

 

“O avanço da matéria representa uma conquista relevante para o setor e reforça a importância de iniciativas que conciliem modernização, segurança jurídica, produtividade e qualificação profissional em benefício de produtores, trabalhadores e de toda a economia brasileira”, declara Vilmondes Tomain.

 

Na prática, o projeto cria um novo marco legal para o trabalho rural. A proposta representa uma das maiores mudanças nas relações de trabalho no campo nas últimas décadas e ainda deve gerar debate entre trabalhadores, produtores e especialistas antes de sua eventual aprovação definitiva na Câmara dos Deputados.

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Comentários

Carlos Alberto corrêa - 04/04/2026

Só uma observação os representantes dos trabalhadores rurais digo os sindicatos de cada categorias participaram dessas discussões ou foi só os empresários do setor agrícola, do ministério público do trabalho também participo, ou e mas uma lei que vão tentar enfiar de goela abaixo no trabalhador rural fiquem espertos trabalhadores depois não adianta chorar

Elias - 03/04/2026

A infeliz empouco tempo por lá deixou sua marca..a borracheira escravocrata..tipo estão fazendo com os CLT urbano..

2 comentários

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