EMBATE NO BRT 14.06.2026 | 14h00

laisa@gazetadigital.com.br
Sinfra
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra) veio a público para contrapor as declarações do deputado estadual Lúdio Cabral (PT) e esclarecer os reais valores investidos na implantação do sistema Bus Rapid Transit (BRT). A manifestação do secretário Marcelo de Oliveira ocorre após o parlamentar acionar o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), denunciando supostas irregularidades em contratos emergenciais e prevendo que o custo final do modal pode romper a barreira de R$ 1 bilhão, aproximando-se do que seria gasto no antigo projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).
De acordo com o chefe da Sinfra, o governo estadual pagou efetivamente R$ 206 milhões até o momento, montante extraído de um total de R$ 533 milhões já contratados para obras de infraestrutura, estações e terminais. Marcelo de Oliveira negou qualquer explosão de gastos ou prejuízo aos cofres públicos, sustentando que a arrecadação com a venda dos vagões e materiais elétricos do VLT totalizou R$ 915 milhões, o que garante ao Estado um superávit financeiro de quase R$ 400 milhões na transição entre os modais.
Para o secretário, as críticas da oposição decorrem de um equívoco na interpretação dos dados, e não necessariamente de má-fé. Para detalhar a composição dos custos e rebater o argumento de que houve aumento abusivo, a Sinfra explicou que o planejamento foi dividido em quatro contratos para dar mais celeridade aos trabalhos.
O primeiro contrato, firmado com o Consórcio Construtor BRT no valor original de R$ 468 milhões, acabou sendo rescindido porque as empresas não executaram o cronograma previsto. Dessa primeira parceria, o Estado pagou apenas R$ 130 milhões, incluindo reajustes inflacionários, recursos que foram integralmente aplicados na pavimentação e infraestrutura das avenidas da FEB e João Ponce de Arruda, em Várzea Grande, além de trechos da Avenida do CPA, em Cuiabá.
Após essa rescisão, a secretaria fatiou o restante do projeto em lotes e abriu novas licitações com disputa pública de propostas. A segunda concorrência, atualmente em andamento para concluir a infraestrutura na Prainha, na Avenida do CPA e no trecho de ligação com o Aeroporto de Várzea Grande, está orçada em R$ 155 milhões, dos quais R$ 76 milhões já foram pagos. Já a quarta licitação, voltada para a construção dos terminais e do Centro de Controle Operacional, foi fechada em R$ 128 milhões, mas as obras ainda não foram iniciadas e nenhum valor foi desembolsado.
A principal divergência levantada pelo deputado envolve a terceira licitação, que trata da construção das 77 estações do BRT. O deputado questionou o motivo de o valor ter saltado de R$ 68 milhões para R$ 120 milhões em um intervalo de apenas 75 dias. O secretário Marcelo de Oliveira justificou o reajuste, explicando que a proposta inicial de R$ 68 milhões foi rejeitada porque a empresa participante não apresentou a documentação técnica e financeira exigida.
Diante do fracasso do certame, a Sinfra reformulou o projeto básico e adicionou melhorias estruturais significativas, como a alteração do tipo de piso, instalação de portas automáticas, vidros com maior capacidade de reflexão de calor e a climatização completa das estações. Por estarem em fase inicial, as estruturas ainda não receberam repasses financeiros.
Enquanto a Sinfra defende que a divisão dos lotes e as adequações nos projetos ocorreram dentro da legalidade e com transparência republicana, a representação de Lúdio Cabral segue sob análise no TCE-MT. O deputado insiste que o somatório dos contratos atuais com as futuras compras de veículos e intervenções na Avenida Fernando Corrêa da Costa fatalmente ultrapassará R$ 1 bilhão, e pede que o conselheiro Gonçalo Domingos de Campos Neto realize uma auditoria detalhada nos R$ 403,5 milhões envolvidos nas dispensas de licitação desta nova fase.
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PEDRO MALASARTES - 15/06/2026
Esse Mauro Mendes arruinou Cuiabá de vez! O cara teve a oportunidade entrar para história da capital como o governador que concluiu o VLT, mas resolveu se curvar para os barões dos ônibus e fazer essa aberração de BRT, modal totalmente obsoleto e ineficiente, cujas obras de desmanche da estrutura do VLT e a construção da pista do BRT só trouxeram transtornos para Cuiabá. Sem contar as estradas que ele diz ter asfaltado (com dinheiro federal), mas que já estão intransitáveis, carecendo de recapeamento em menos de 5 anos. E nem vou citar que o cara entrou para a política como um empresário falido, em recuperação judicial e hoje, diz-se por aí (não posso afirmar), é um empresário bilionário, cujo filho é o responsável pelo impérioMM. Se o povo de MT tiver brio, não vai eleger esse sujeito e deixar as possíveis investigações da PF e da justiça federal alcançá-lo, já que as instituições de MT estão dominadas.
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