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03.09.2018 | 19h28

Taques minimiza investigação, mas suspeita de operação às vésperas da eleição

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Apesar de não declarar que a Operação Catarata, deflagrada nesta segunda-feira (3), tenha intenção de prejudicar sua candidatura à reeleição, o governador Pedro Taques (PSDB) diz que vê com estranheza a realização de uma operação a pouco mais de um mês das eleições. Segundo Taques, as cirurgias são feitas desde 2016, sem qualquer manifestação dos órgãos de controle.

Chico Ferreira

Pedro Taques suspeita de operação

A Operação Catarata foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) para apurar supostas irregularidades na realização das cirurgias executadas pela empresa 20/20 Serviços Médicos, durante a Caravana da Transformação.

Leia também - Gaeco deflagra operação para apurar irregularidades na Caravana da Transformação

Foram realizadas buscas e apreensões na Secretaria de Saúde e servidores da pasta prestaram depoimento ao promotor de Justiça do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público, Mauro Zaque.

“Foram 14 edições em 141 municípios. Atendemos 350 mil pessoas, 70 mil cirurgias de catarata, 60 mil exames e agora, 30 dias das eleições, depois de quase 2 anos e meio em que todas as etapas foram concluídas veio essa operação. Mas vamos prestar todas as contas devidas”, disse Taques à imprensa, nesta segunda-feira.

Leia mais - MPE afirma que governo pagou por cirurgias não realizadas

De acordo com o governador, a caravana existe desde 2016 e o Ministério Público do Estado (MPE) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) são convidados a participar de todas as edições do evento e, ao final, todos os documentos contendo os gastos são enviados para esses órgãos, segundo Taques.

Por essa razão, o governador questionou a necessidade de tal operação. Além da busca e apreensão, a juíza da Vara de Ação Civil Pública e Ação Popular, Célia Vidotti, determinou o bloqueio de bens do secretário Luiz Soares, e do proprietário da empresa, Fábio Vieira da Silva, além da suspensão do contrato e dos pagamentos.

“Agora, porque todas as 14 edições e todos os documentos enviados, todos convidados, o coordenador da caravana na cidade chama, faz uma reunião com todos os promotores, os juízes, fazemos relatórios de todos os gastos e tudo auditado pelo SUS, Data Sus e vigilância da saúde e aí vem uma operação a 30 dias antes das eleições?”, protesta.

Questionado se a operação tenha a intenção de prejudicar sua campanha eleitoral, ou se é reflexo de uma possível “perseguição” do promotor Mauro Zaque, o governador preferiu “deixar que a sociedade faça essa análise”.

João Vieira

Operação Catarata

Zaque foi secretário de Segurança Pública do Governo, mas deixou a gestão Taques ao denunciar a Grampolândia Pantaneira, que foi um esquema ilegal de intercepção telefônicas, supostamente executado a mando do governador.

Após a saída, Zaque foi o responsável por inúmeros inquéritos do MPE contra a administração pública.

“O cidadão é que vai fazer essa avaliação. Eu vou mostrar tecnicamente o que efetivamente ocorreu. Tudo está publicado no site do Estado desde junho de 2016. (...) Não vou fazer juízo de valor”, afirmou.

Taques assegurou ainda que vai prestar os devidos esclarecimentos e a equipe técnica da Caravana da Transformação deve realizar uma entrevista coletiva nessa terça-feira (4) para “mostrar que fizemos a coisa certa”, encerrou.

Outro lado – O promotor Mauro Zaque negou que a investigação tenha "cunho eleitoral", com a intenção de prejudicar a candidatura de Taques. Segundo ele, os fatos são graves, pois o Estado pagou por cirurgias não realizadas. Até o momento, já foram pagos R$ 44 milhões à empresa 20/20 Serviços Médicos.

Zaque deve ouvir ao menos 15 pessoas, entre responsáveis pelo contrato entre Estado e empresa e o secretário Luiz Soares. A previsão é que Soares preste depoimento já nessa terça-feira (4). (Colaborou Celly Silva, repórter do GD)

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