INCÊNDIO EM LOJAS 30.01.2025 | 18h46

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Mayke Toscano/Secom-MT
Mauro Mendes (União) voltou a criticar as leis brasileiras. Ele comentou o caso do incêndio criminoso a duas lojas em Paranatinga (373 km ao sul de Cuiabá) na terça-feira (28) e, ao citar membros de facções criminosas, disse que “um cara que fez um negócio desses tem que morrer na cadeia”. Para o governador, a legislação fez os criminosos perderem o medo nas autoridades, já que sabem que não permanecerão por muito tempo detidos.
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A polícia já identificou 7 envolvidos no incêndio, sendo que 5 deles foram presos. Foi apurado que a ordem para o crime veio de dois suspeitos, de dentro da cadeia, após um comerciante se negar a pagar uma ‘taxa’ a uma facção criminosa. Em entrevista ao programa Tribuna, da Rádio Vila Real FM (98.3), na manhã desta quinta-feira (30), o governador Mauro Mendes disse que casos como estes são revoltantes, mas que a legislação permite.
“É realmente revoltante ver esses criminosos, como eles estão abusados no Brasil inteiro. (...) É que o bandido hoje perdeu o medo completo. É porque você prende e daqui a pouco, um mês, dois meses, 3 meses no máximo o cara tá solto. E, se bota na cadeia, não pode isso, não pode aquilo, tem que ter 3, 4 refeições, é não sei o quê, é isso, é aquilo, um monte de gente para proteger o bandido”, se queixou.
O governador disse que foi por situações como esta que decidiu implantar o programa Tolerância Zero contra o crime organizado, que entre as ações realizadas, tem endurecido as regras nos presídios de Mato Grosso e acabado com alguns benefícios, como os “mercadinhos”. Para Mauro, membros de facção deveriam permanecer presos até morrer.
“Nós precisamos melhorar a lei. Um cara que fez um negócio desses tem que morrer na cadeia, ficar lá 30, 40 anos preso, porque seria um exemplo para desestimular que outros tomassem o mesmo caminho”, afirmou Mendes.
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