DEU EM A GAZETA 08.04.2026 | 17h40

pablo@gazetadigital.com.br
João Vieira
Quem olha para a representatividade da Câmara Municipal de Cuiabá com 18 dos 27 vereadores sendo ‘paus-rodados’ não tem dúvida que a capital matogrossense é uma cidade acolhedora e de oportunidade para todos e todas que a escolhem para viver. Tanto que os próprios parlamentares que não são cuiabanos de ‘tchapa e cruz’ afirmam que o que mais diferencia Cuiabá de outros lugares, que mais fazem admirar a cidade, é o seu povo acolhedor.
A presidente da Câmara, Paula Calil (PL), que nasceu em São Sepé, Rio Grande do Sul, afirma que tem um sentimento de
‘pertencimento’ por Cuiabá. ‘Talvez a cidade que a gente nasceu é a cidade que nos dá nossas origens, é a minha origem.
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Mas a cidade que me acolhe é Cuiabá. É essa cidade que eu tenho um sentimento de pertencimento. Cuiabá é a cidade que o meu coração adotou. Eu me sinto uma cuiabana e agora eu sou uma cidadã cuiabana’, afirma.
Ela afirma que só tem gratidão pela ‘terra de Dom Aquino’, já que estudou, casou e constituiu sua família e depois passou a empreender. ‘Hoje eu estou como agente político aqui para servir essa população cuiabana, que é o mínimo que eu posso
fazer para devolver tudo aquilo que eu conquistei aqui. Eu pertenço a Cuiabá, eu pertenço a essa terra’, completa.
Calil elege o linguajar cuiabano, os quintais cuiabanos, e a fé do povo cuiabano, como o que mais lhe encanta na cidade. ‘É uma cidade quente, mas além das temperaturas que são altas, o calor do povo cuiabano, esse acolhimento não tem igual. É muito especial, é diferenciado’.
A vereadora Maria Avalone (PSDB) é natural de Rio Branco, no Acre. Porém, conta que chegou na capital do agronegócio com cinco anos junto com a família. ‘Foi aqui que a minha vida aconteceu por inteiro’. A parlamentar, que hoje é avó, diz que
criou raízes profundas em Cuiabá. ‘Eu só não nasci aqui biologicamente, porque de vivência, de pertencimento e de amor, eu
sou cuiabana’, declara.
‘Cuiabá foi a cidade que me acolheu, me deu oportunidades e me permitiu construir a minha história. E exatamente por isso, por amar essa terra de verdade, eu não consigo olhar para a situação da nossa capital e achar isso normal’, completa.
A parlamentar ainda diz que a capital mato-grossense chega aos seus 307 anos precisando urgentemente de cuidado, de planejamento e de compromisso com a sua população.
‘Hoje, o que nós vemos é uma cidade com ruas sujas, tomadas pelo mato, bairros sem saneamento, sem asfalto, calçadas quebradas, espaços públicos abandonados, centro histórico degradado
uma sensação crescente de insegurança e abandono”, critica.
HOSPITALIDADE E ALEGRIA
Sobre o povo cuiabano, a parlamentar destaca a hospitalidade e alegria da população.
“Cuiabá tem uma energia humana muito forte, uma simplicidade que encanta e, ao mesmo tempo, uma riqueza cultural impressionante”.
A vereadora Michelly Alencar (União) lembra que iniciou toda sua trajetória profissional em Cuiabá, realizando o seu sonho.
“Assim que eu me formei, em julho, em agosto eu estava aqui em Cuiabá, ingressando numa empresa que eu sempre sonhei trabalhar. Então o meu desejo, o meu projeto de vida, que era ser uma jornalista, apresentadora de TV e tal, repórter, se realizou aqui. Fiquei 12 anos na TV, eu tinha o sonho de ser mãe, o sonho de casar e aqui eu realizei o meu sonho de casar, de ser mãe, de ter minha casa própria, de desenvolver inclusive outras áreas de profissão”, conta.
“Cuiabá é uma terra de grandes oportunidades e de oportunidades que eu aproveitei. A política foi uma delas. Eu recebi esse chamado divino e aceitei. Então foi uma grande oportunidade de sair candidata a vereadora, eu abracei essa oportunidade e pude representar o povo cuiabano”.
O vereador Dídimo Vôvo (PSB) nasceu em Cáceres, mas sua família veio para a capital quando ele tinha apenas dois anos.
“Eu cresci, constituí a minha família, todos os meus objetivos foram alcançados nesta cidade. E quero encerrar o meu ciclo nessa cidade. Tenho orgulho de representar uma região de Cuiabá, que é Pedra 90, mas sou por Cuiabá, trabalho nos 4 cantos, principalmente na zona rural de Cuiabá”, conta.
PAIXÃO PELA CULINÁRIA
O vereador Eduardo Magalhães (Republicanos) completa 20 anos em Cuiabá neste ano. Natural de Vitória, Espírito Santo, o parlamentar afirma que se apaixonou pela culinária logo no primeiro ano.
“Aqui conheci o prato Maria Isabel, o pacu, a farofa de banana. Aqui fiquei como apresentador de televisão, radialista e depois o povo me deu a honra de ser vereador e representá-los”, diz.
“Cuiabá é a terra da oportunidade, quem quer trabalhar, crescer, realizar seus sonhos está na terra certa. Agora eu sou cuiabano legítimo porque agora tenho título de cidadão cuiabano. Não sou de fato, mas sou de direito. O que me fez ficar aqui foi o acolhimento do povo”, finaliza.
O vereador Rafael Ranalli (PL) nasceu em Londrina, Paraná, mas aos 4 anos veio para Cuiabá e passou por vários bairros.
“Filho de mãe solteira na época, anos 1980, que era mais difícil, cheguei aqui com 4 anos. Mas sou feliz por ter morado no Parque Cuiabá, Parque Atalaia, Morada do Ouro, Cophamil, Residencial São Carlos. Vim de origem Humilde. Mas Cuiabá me deu tudo, aqui eu passei na Polícia Federal, aqui eu consegui ficar lotado e assim o orgulho sem tamanho de comentar é o fato de ser político e justamente eu representar uma parcela da população’, diz.
‘Acho que não tem cidade no Brasil, não tem cidade no Brasil que é mais acolhedora do que essa daqui. Aqui cria raiz e graças a Deus. E acho que Cuiabá me deu mais importante de tudo que são meus filhos. Os meus três filhos são cuiabaninhos. Então assim, sou muito feliz de ter o título de cidadão cuiabano e tenho orgulho de ser considerado um cuiabano’, completa.
Além deles, também compõe o grupo de ‘pau rodados’ as vereadoras Katiuscia Mantelli, Drª Mara, Samantha Iris (PL), Baixinha Giraldelli (SD), Chico 2000 (Sem partido), Adevair Cabral (SD), Wilson Kero-Kero (PMB), Marcrean dos Santos (MDB), Dilemário Alencar (União), Demilson Nogueira (PP), Kássio Coelho (Podemos) e Sargento Joelson (Podemos).
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