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‘DENÚNCIAS NÃO SÃO VACINAS’ 11.06.2026 | 07h06

Vereador afirma que Abílio não está isento em CPI da Educação

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Laisa Stofel

laisa@gazetadigital

Allan Mesquita

Allan Mesquita

O vereador Daniel Monteiro (Republicanos) afirmou que toda suspeita deve ser denunciada, mas que isso não isenta o denunciante, referindo-se ao recente escândalo de rombos na educação municipal denunciados pelo prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL). Para ele, a atitude posterior à denúncia é mais reveladora do que a denúncia feita e, por isso, acredita que a situação deve ser investigada de maneira mais abrangente.

 

“Não dá para a gente acreditar que denúncias pretéritas sirvam como vacinas, para depois falar: ‘Olha, não tenho culpa de nada porque eu fui o denunciante’. Eu acho que a atitude posterior diz muito mais do que essa denúncia inicial”, declarou em coletiva de imprensa. 

 

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Ainda, o vereador levantou o exemplo do caso do ex-secretário William Leite, que foi exonerado por casos de assédio sexual, em que houve uma denúncia também por parte do prefeito e, quando a Câmara Municipal iniciou as investigações, começaram a enfrentar problemas para protocolar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

 

“Depois veio o boletim de ocorrência da vítima, passamos a ter elementos. Eu insiro esse boletim de ocorrência, entro novamente com o pedido de CPI, reestruturando-o e fundamentando-o com o boletim de ocorrência. Em três horas foram abertas quatro comissões parlamentares de inquérito aqui na casa. A atitude posterior, repito, é muito mais importante do que uma denúncia pretérita”, explicou ao repetir o mantra.

 

Segundo Daniel, é necessário que o presidente do Tribunal de Contas (TCE-MT), Sérgio Ricardo, cumpra com seu dever constitucional de investigar e, também, busque conhecimento na hora de “depurar” a situação dos materiais didáticos. Defendendo que é importante que sigam a Base Nacional Curricular Comum (BNCC).

 

“Isso não é a minha opinião, eu tenho direito às minhas próprias opiniões, não tenho direito aos meus próprios fatos. Computação não é a mesma coisa que informática, não pressupõe que computadores são só uma linguagem algorítmica para preparar o jovem para o século XXI. Socioemocional pode ser selecionado pelo professor de português, de matemática, educação financeira, geografia e história, porque é assim que a BNCC concebeu esses novos elementos, que, na minha época, eu não aprendi educação socioemocional, educação financeira, e, se eu tivesse aprendido, com certeza, minha poupança estaria muito mais cheia”, complementou sobre o assunto.

 

O parlamentar defende que esses novos conhecimentos adotados pela base precisam ser ensinados e, se há o superfaturamento dos materiais, eles devem ser investigados para que as crianças não tenham prejuízos com livros mal elaborados.

 

“O que a gente não pode é ter uma expressão norte-americana que fala ‘don't throw the baby’, você não vai esvaziar a banheira jogando água fora e vai jogar o bebê junto”, comentou, explicando que jogar os livros com erros fora e não substituí-los pode gerar prejuízos para a educação.

 

“Então, nós vamos investigar até o final, doa a quem doer. Agora, que é estranha essa prática de denunciar previamente e depois querer abafar a investigação, porque lá atrás foram quatro CPIs abertas, certo?”, questionou em alfinetada ao prefeito.

 

Por fim, Daniel acrescentou que a negativa de alguns políticos sobre a CPI que Maysa Leão (Republicanos) protocolou é suspeita, pois “não casa com essa retórica moralista”, defendendo que a abertura dessa comissão é importante e reafirmando seu compromisso com a parlamentar.

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