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Cuiabá, Sábado 16/05/2026

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'MINHA ARMA, MINHA VIDA' 16.05.2026 | 12h06

Vice detona 'comercialização da salvação de mulheres' com liberação de armas

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Laisa Stofel

laisa@gazetadigital

Assessoria

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Com longa experiência na segurança pública, a coronel Vânia Rosa (MDB), vice-prefeita de Cuiabá, avalia que não faz sentido oferecer armamento para mulheres que nem tiveram acesso a medidas de apoio do Estado ou a oportunidade de denunciar a violência. A liberação de armas como medida de combate ao feminicídio tem sido debatida nos últimos meses diante da alta dos crimes, mas vista com ressalvas por especialistas. Há na Câmara de Cuiabá um projeto sobre o assunto.

 

“Eu acho de verdade algo bastante irresponsável você vender política, você vender soluções, trazendo à tona uma ferramenta de mais violência. Eu não acho que esse seja realmente o caminho”, destacou a militar, que está há mais de 10 anos na polícia.

 

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A vice critica o que avalia como imediatismo por parte dos defensores do armamento de mulheres. Segundo ela, esse projeto traz a ideia de que seria uma solução fácil e rápida contra a violência, mas que não é.

 

“Violência doméstica e feminicídio não têm classe social. No entanto, quando a gente faz um levantamento, nós percebemos que nas regiões mais periféricas é onde estão acentuados esses dois crimes. Comprar uma arma, fazer as capacitações e manter isso é muito custoso, então não vejo que esse realmente seja um empoderamento de mulher ou a forma de evitar o feminicídio”, argumentou.

 

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Além disso, ela é contra a ideia de "comercializar a salvação dessas mulheres", ironizando que o próximo passo seria a criação de um “Bolsa Arma”.

 

“Daqui a um tempo eles oferecerão Minha Arma, Minha Vida, vai ser algo nesse sentido. Então não é assim que funciona, gente. Gerando, mais uma vez, uma política ou um populismo que não pode ser mantido”, disse.

 

Segundo ela, as primeiras medidas deveriam ser preventivas e com foco na ajuda às vítimas, em vez do aumento de eleitorado.

 

“Antes de tudo, a gente voltar para a civilização, para a civilidade. A gente tem que ter mais compromisso com aquilo que a gente promete, com aquilo que a gente cria expectativa. Eu não crio expectativa em ninguém sobre aquilo que eu não consigo alcançar, principalmente sobre coisas tão imediatas. Isso eu vejo com muito maus olhos”, completou.

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