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deu em a gazeta 16.05.2026 | 07h00

Perseguição; casos de stalking disparam 138% no Estado

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Dantielle Venturini

redacao@gazetadigital.com.br

João Vieira

João Vieira

Em três anos, os casos de stalking, crime caracterizado por perseguição obsessiva, ameaças, vigilância constante e invasão da privacidade, cresceram 138% em Mato Grosso. Os registros saltaram de 1.270 ocorrências em 2022, para 3.023 em 2025, segundo dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso. Em Cuiabá, os casos mais que dobraram no período, passando de 438 para 896 registros. No acumulado entre 2022 e 2025, o Estado contabiliza 8.440 ocorrências de perseguição contra mulheres, média de 5,7 casos por dia. Somente em 2025, foram mais de oito registros diários.

 

"Eu troquei de número, mudei de rotina, deixei de sair sozinha. Mesmo assim, ele continuava aparecendo", relata Ana*, de 32 anos, perseguida pelo ex-namorado por quase um ano após o término do relacionamento.

 

Segundo ela, as mensagens insistentes e a vigilância constante transformaram sua rotina em um estado permanente de medo. O trauma foi tão intenso que ela decidiu deixar Cuiabá. "Ele fazia parecer que eu era a errada, que estavam exagerando", conta.

 

Mariana*, de 27 anos, viveu situação semelhante, mas com um homem que sequer conhecia. "Ele sabia onde eu trabalhava, os lugares que eu frequentava e começou a aparecer sempre perto de mim. Depois, descobri que ele morava no meu bairro", relata.

 

A perseguição começou pelas redes sociais, passou para mensagens insistentes e evoluiu para aparições constantes perto de casa e do trabalho. "Você começa a viver com medo até de sair sozinha. Tive que me mudar e trocar todas as minhas redes sociais".

 

A delegada Judá Marcondes afirma que o crime tem se tornado cada vez mais recorrente, impulsionado, principalmente, pelo uso intenso das redes sociais e dos meios digitais. Segundo ela, o stalking é caracterizado por perseguições persistentes, físicas ou virtuais, que comprometem diretamente a liberdade e a segurança da vítima.

 

A delegada explica que, embora qualquer pessoa possa ser vítima ou autora do crime, a maioria dos casos envolve homens perseguindo mulheres, especialmente após o fim de relacionamentos. No entanto, também há ocorrências envolvendo conhecidos, colegas de trabalho, vizinhos, pretendentes rejeitados e até desconhecidos. "Muitas vezes, a perseguição começa de forma silenciosa e vai aumentando gradativamente até comprometer completamente a liberdade e a sensação de segurança da vítima", afirma.

Leia a matéria completa na edição do jornal A Gazeta

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