ESCÂNDALO NA SAÚDE 03.06.2026 | 08h47

fred.moraes@gazetadigital.com.br
Helder Faria/ALMT
Um dia após ser amplamente divulgado na imprensa um suposto ataque hacker na infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), o deputado estadual Wilson Santos (PSD) revelou outras denúncias em torno da pasta. Dessa vez, o político revelou que um servidor, ligado à área de Tecnologia da Informação (T.I) da SES, teria tirado a própria vida no mês de março, mesmo período em que houve a invasão nos sistemas da secretaria.
A informação foi revelada em entrevista ao Programa A Notícia de Frente, da TV Vila Real, nesta quarta-feira (3).
Conforme Wilson, a informação chegou ao seu gabinete por denúncia anônima e sua equipe ainda apura as causas do falecimento. Mas, para o deputado, as notícias em torno do ataque hacker “são piores do que se imagina”.
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“Não tenho causa morte, mas têm chegado muitas informações e documentos a CPI de forma anônima. Uma das informações foi que esse responsável pela T.I teria morrido nesse mesmo período, próximo de março. A secretaria ainda dificulta muito, o coro está grosso. Mas, vamos conseguir”, afirmou.
O parlamentar, que preside a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra a SES, adiantou que ainda nesta quarta o grupo se reunirá para aprovar novos requerimentos e até mesmo “pericializar” as informações do ataque. O deputado ainda afirmou que a comissão continuará ouvindo testemunhas e convocando investigados.
“Centenas de milhões foram desviados na secretaria enquanto a população corria desesperada para salvar entes queridos. A CPI vai trabalhar. Iremos ouvir hoje os dois delegados que realizaram a Operação Espelho. Vamos aprovar requerimentos e convocar empresários. Queremos ainda ouvir o atual e o ex-secretário da pasta. Não iremos parar nem nos intimidar com as pedras no caminho”, disse.
Ataque hacker
A Secretaria de Saúde confirmou na terça-feira (2) que sofreu um ataque cibernético identificado em março deste ano e que o caso está sendo investigado pela Polícia Civil. Segundo a pasta, os criminosos chegaram a exigir pagamento para devolver dados supostamente sequestrados.
Em nota, a SES informou que os dados afetados representam menos de 1 terabyte do total armazenado pela instituição e que o conteúdo foi recuperado por meio dos sistemas de contingência e segurança existentes. A secretaria também afirmou que a base principal de dados não foi comprometida e que os serviços prestados à população não sofreram interrupções.
O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos e comunicado à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), conforme prevê a legislação.
A pasta negou ainda qualquer pagamento de resgate aos invasores e informou que continua colaborando com as autoridades para identificar os responsáveis pelo ataque e reforçar os mecanismos de proteção digital.
Outro Lado
Em nota encaminhada ao
, a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) afirmou que não existe qualquer evidência técnica ou administrativa que relacione o falecimento do servidor ao incidente de segurança da informação registrado recentemente.
Conforme a pasta, o profissional atuava na Coordenação de Suporte a Usuários, ligada à Superintendência de Tecnologia da Informação, e não desempenhava funções diretamente ligadas à infraestrutura tecnológica afetada pelo ataque.
A secretaria também manifestou respeito à memória do servidor e destacou que trata o assunto com responsabilidade e sensibilidade diante da gravidade da situação.
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