Publicidade

Cuiabá, Quarta-feira 04/03/2026

Política Nacional - A | + A

Caso Covaxin 05.04.2022 | 08h15

Augusto Aras pede que Supremo volte atrás e arquive inquérito sobre Bolsonaro

Facebook Print google plus

Foto: Pedro França/Agência Senado

Foto: Pedro França/Agência Senado

O procurador-geral da República, Augusto Aras, recorreu da decisão da minsitra Rosa Weber, do STF (Supremo Tribunal Federal), de rejeitar o arquivamento do inquérito que investiga se o presidente Jair Bolsonaro cometeu o crime de prevaricação no caso da vacina indiana Covaxin, contra a Covid-19. Em ofício enviado ao Supremo nesta segunda-feira (4), ele pede à ministra que reconsidere a decisão ou, caso contrário, que o plenário do STF decida o tema.

 

Em fevereiro deste ano, Aras recomendou a Weber, relatora do inquérito, que a peça fosse arquivada por entender que Bolsonaro não tinha o dever funcional de comunicar aos órgãos de investigação e de fiscalização as irregularidades que lhe foram reportadas sobre a negociação de compra da Covaxin. A mesma alegação foi apresentada pela Polícia Federal, ao fim das investigações sobre o caso.

 

Leia também - Defesa de Daniel Silveira diz que tornozeleira 'tem vida própria' e emite 'ruídos estranhos'

 

Weber, no entanto, rejeitou os argumetnos de Aras e afirmou que é dever do presidente tomar as providências necessárias em casos como o da compra da vacina. Além disso, a ministra destacou que a hipótese de arquivamento fundamentado na inexistência de fato típico seria a antecipação de uma decisão que poderia ter sido tomada na fase inicial da ação, com absolvição sumária.

 

Ao recorrer dessa decisão, Aras criticou a postura de Weber. "A decisão agravada parece ter abdicado do seu papel imparcial e equidistante para fazer valer o seu entendimento quanto ao conteúdo da opinio delicti [opinião a respeito de delito] da Procuradoria-Geral da República, objetivando o enquadramento do tipo penal pretendido em uma espécie de potencial acusação judicial indireta e forçada — hoje em face do atual presidente da República —, distanciando-se da legitimidade do Poder Judiciário no desenho democrático brasileiro", ponderou.

 

Segundo ele, a ministra deveria atuar de forma imparcial. "O sistema processual acusatório tem como pedras angulares a separação rígida entre a figura do julgador e a do acusador e a existência de uma relação processual triangular, na qual há uma igualdade entre as partes, sobrepondo-se a ambas um juiz, de maneira equidistante e imparcial."

 

As suspeitas de irregularidades na compra da Covaxin foram informadas a Bolsonaro pelo servidor do Ministério da Saúde Luís Ricardo Fernandes Miranda. Ele disse que estava sofrendo pressão para aprovar a realização do contrato.

 

O contrato de aquisição do imunizante foi intermediado pela Precisa Medicamentos, empresa que é a representante no Brasil da farmacêutica indiana Bharat Biotech, responsável pela vacina. Um dos sócios da Precisa, Francisco Maximiniano, negociou a compra, pelo Ministério da Saúde, de 20 milhões de doses do imunizante por R$ 1,6 bilhão, em fevereiro de 2021.

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

Enquete

O que você acha das medidas protetivas para mulheres?

Parcial

Publicidade

Edição digital

Quarta-feira, 04/03/2026

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 66,90 0,75%

Algodão R$ 164,95 1,41%

Boi à vista R$ 285,25 0,14%

Soja Disponível R$ 153,20 1,06%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2022 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.