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alcance nas redes 13.10.2025 | 15h10

CPI do INSS vira palco de ‘cortes’ da internet e estratégia eleitoral para 2026

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Carlos Moura/Agência Senado

Carlos Moura/Agência Senado

A CPMI do INSS virou palco de disputas por espaço e atenção. Criada após denúncias de fraudes contra aposentados e pensionistas, a comissão ganhou popularidade e se tornou oportunidade para parlamentares ampliarem alcance nas redes sociais.

 

O formato das sessões favorece a exposição. Cada integrante, titular ou suplente, dispõe de dez minutos para intervir — tempo usado para questionar convocados, discursar, exibir vídeos ou defender posições políticas.

 

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Com a alta audiência, muitos adaptaram a participação ao formato digital: microfones de lapela, gravações próprias e transmissões ao vivo passaram a fazer parte do cenário.

 

Os números confirmam o interesse do público. O depoimento de Carlos Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, alcançou 838 mil visualizações no canal do Senado no YouTube — média muito superior às 15 mil exibições das sessões plenárias tradicionais.

 

A visibilidade impulsionou seguidores e engajamento. O relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), passou de 218 mil para 360 mil seguidores no Instagram entre junho e setembro.

 

O presidente, senador Carlos Viana (Podemos-MG), subiu de 136 mil para 234 mil. Ambos planejam disputar eleições em 2026.

 

O ambiente de exibição gerou atritos. Durante uma reunião, o deputado Alencar Santana (PT-SP) criticou o relator por usar telão com sua logomarca: “Ele vai usar isso na rede social, é propaganda eleitoral”. Gaspar reagiu com ironia: “A pedido do PT, mandei melhorar minha logomarca”.

 

A troca de provocações extrapolou o plenário. O deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO) publicou que governistas “blindaram bandidos” ao rejeitar requerimentos.

 

O coordenador da bancada do governo na CPI, Paulo Pimenta (PT-RS), levou os posts impressos para a sessão, iniciando nova discussão.

 

“Não vai ser o ‘Sargento Pincel’ que vem aqui gritar e espalhar mentiras na internet”, respondeu o petista. A oposição rebateu, prometendo divulgar quem votou contra os pedidos de investigação.

 

Edição e legendas provocativas
Nas redes, Chrisóstomo mantém vídeos com trechos de seus discursos, sempre editados e acompanhados de legendas provocativas. Um deles, com o título “Petista surta quando é falado que governo Lula é manchado pela corrupção”, atingiu 128 mil visualizações.

 

O deputado, reeleito em 2022, afirma sentir o efeito da CPI: “As pessoas me param nas ruas de Porto Velho para tirar fotos por causa da comissão”.

 

O presidente da CPI tenta conter excessos, mas também aproveita a exposição.

 

Viana publica vídeos de suas falas, editados com trilha sonora, e comenta as investigações em seu programa policial na TV Alterosa, transmitido em Minas Gerais. Nas segundas-feiras, participa ao vivo de um estúdio em Brasília.

 

“Não vou me calar. Estão tentando parar, mas não vão conseguir. Do meu lado, a apuração segue até o fim”, declarou no programa exibido em 30 de setembro.

 

Tom eleitoral
O aumento de visibilidade atinge também outros nomes. A deputada Coronel Fernanda (PL-MT), uma das autoras do pedido de criação da CPI, viu crescimento de 213% em seguidores entre junho e setembro.

 

O deputado Alencar Santana, do PT, ampliou o público em 117% no mesmo período, ao adotar estratégia de confronto direto com oposicionistas.

 

As trocas de acusações têm se intensificado, levando o presidente da comissão a intervir.

 

“Questões partidárias devem ficar para 2026, quando todos terão tempo para falar”, afirmou Viana, tentando conter o tom eleitoral de um colegiado criado para investigar irregularidades no INSS.

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