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11 países 25.06.2023 | 08h00

Em 6 meses de governo, Lula passou 32 dias em viagens internacionais; entenda

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Ricardo Stuckert/PR

Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou 32 dias dos primeiros 6 meses de 2023 fora do Brasil, em viagens de trabalho a 11 países. Durante esse período, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), assumiu interinamente o Palácio do Planalto. O R7 levantou os números com base nos dados públicos da agenda do presidente.

 

A mais recente viagem de Lula foi à Europa, onde se encontrou com o papa Francisco e com Dilma Rousseff, presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, o banco do BRICS, e participou, com outros líderes mundiais, da Cúpula para um Novo Pacto Financeiro Global.

 

Com informações da biblioteca da Presidência da República, a reportagem também reuniu a quantidade de viagens internacionais de Lula nos primeiros semestres dos mandatos anteriores. Nos 6 primeiros meses de 2003, o presidente passou 22 dias fora do Brasil e visitou 7 países. De janeiro a junho de 2007, foram 12 deslocamentos a outras nações, que totalizaram 27 dias (veja o levantamento completo ao fim da reportagem).

 

Leia também - Lula vai lançar Plano Safra com mais de R$ 400 bilhões em recursos para agricultura

 

O R7 entrou em contato com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, mas não recebeu retorno até a última atualização deste texto.

 

As visitas internacionais de 2023 fazem parte da estratégia de Lula de se contrapor à política externa de Jair Bolsonaro (PL), que teria isolado o Brasil do restante do mundo. O foco da diplomacia brasileira tem sido retomar o protagonismo em fóruns internacionais e alavancar o BRICS, bloco que inclui também Rússia, Índia, África do Sul e China.

 

Lula tem priorizado regiões com as quais o Brasil enfrentou desgastes na última gestão presidencial, como a América Latina e a China. O país asiático foi alvo de provocações e atritos durante o governo passado.

 

A primeira viagem internacional do petista no terceiro mandato foi à Argentina, entre 22 e 24 de janeiro. Lá, ele participou da 7ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). O Brasil havia abandonado a organização em 2019, primeiro ano do governo Bolsonaro.

 

A temática ambiental também tem sido explorada por Lula, em contraponto à gestão do último ex-presidente. Em discurso na quinta-feira (22) no festival Power Our Planet, em Paris, na França, o petista defendeu que países ricos financiem aqueles em desenvolvimento com reservas florestais. O chefe de Estado disse, ainda, que a Amazônia é um território soberano brasileiro, mas que pertence a toda a humanidade.

 

Lula também tem se colocado como agente da paz no conflito entre Rússia e Ucrânia, em conversas com os presidentes dos dois países, Vladimir Putin e Volodmir Zelensky, e por meio de reiteradas declarações públicas. Na última fala sobre o assunto, o chefe de Estado brasileiro afirmou que Zelensky e Putin precisam negociar pessoalmente um acordo de paz para dar fim à guerra.

 

Confira as viagens internacionais de Lula nos primeiros semestres de cada mandato


2023 — 1º semestre: 11 países, 32 dias
• Janeiro
- Buenos Aires (Argentina) e Montevidéu (Uruguai): 4 dias
• Fevereiro
- Washington (EUA): 3 dias
• Abril
- Madri (Espanha), Porto e Lisboa (Portugal): 6 dias
- Abu Dhabi (EAU), Xangai e Pequim (China): 6 dias
• Maio
- Londres (Reino Unido): 2 dias
- Hiroshima (Japão): 6 dias
• Junho
- Paris (França) e Vaticano: 5 dias

 

2007 — 1º semestre: 12 países, 27 dias
• Janeiro
- Quito (Equador): 1 dia
- Davos (Suíça): 3 dias
• Fevereiro
- Montevidéu (Uruguai): 1 dia
• Março
- Georgetown (Guiana): 2 dias
- Washington (EUA): 2 dias
• Abril
- Barcelona e Isla Margarita (Venezuela): 2 dias
- Santiago (Chile) e Buenos Aires (Argentina): 3 dias
• Maio
- Assunção (Paraguai): 2 dias
• Junho
- Londres (Inglaterra): 2 dias
- Nova Déli (Índia): 3 dias
- Berlim e Heiligendamm (Alemanha): 4 dias
- Assunção (Paraguai): 2 dias

 

2003 — 1º semestre: 10 países, 22 dias
• Janeiro
- Quito (Equador): 2 dias
- Davos (Suíça), Berlim (Alemanha) e Paris (França): 6 dias
• Maio
- Cusco (Peru) e Buenos Aires (Argentina): 4 dias
- Lausanne, Genebra (Suíça) e Evian (França): 4 dias
• Junho
- Assunção (Paraguai): 2 dias
- Washington (EUA): 2 dias
- Rio Negro (Colômbia): 2 dias

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Comentários

Paula - 21/11/2023

Serafim mas como vc é tapado e cego! o burrice eterna, se estivesse a trabalho iria levar um bando inteiro? leva o bandareco pq tem medo, se o anterior fazia motociata pelo menos estava no Brasil e não queimando dinheiro da população, mas gente tonta não enxerga mesmo, por isso que falam que petralhas são jumentos!

Serafim - 26/06/2023

Está fazendo o que o anterior não fez, representar o pais no mundo. Melhor do que gastar dinheiro com motociata, skiata e afins. A reportagem não menciona quanto dinheiro o pais arrecadou. Só nessa última viagem foram cem milhões de euros.

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