enviada para reparo 16.06.2026 | 14h16
Isac Nóbrega/PR/Arquivo
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes deu prazo de 24 horas para que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro explique as circunstâncias envolvendo uma arma apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal com um militar que se identificou como sargento do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), que afirmou em depoimento que a pistola pertencia ao ex-presidente.
Na decisão, Moraes determinou que os advogados expliquem “a razão pela qual o condenado mantinha uma arma de fogo em casa, com carregador sobressalente” e por que, “às vésperas do encerramento do período de 90 dias concedido a título de prisão domiciliar humanitária”, Bolsonaro teria solicitado o reparo da arma.
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A determinação foi tomada após a Polícia Civil registrar um boletim de ocorrência sobre a abordagem ao sargento. Segundo o documento, o militar afirmou aos policiais que a pistola calibre 9 mm pertencia a Bolsonaro e que havia recebido o armamento para consertar uma pane no percussor, com a intenção de devolvê-lo nesta terça-feira (16).
Moraes pede explicações da PM
Além de cobrar explicações da defesa de Bolsonaro, Moraes também determinou que o tenente-coronel Allenson Nascimento Lopes, comandante do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, local conhecido como Papudinha, e responsável pela fiscalização das medidas impostas durante a prisão domiciliar humanitária, apresente explicações no mesmo prazo.
O ministro quer saber se está sendo cumprida integralmente a determinação judicial para que todos os veículos que deixam a residência do ex-presidente — inclusive os carros oficiais utilizados por sua equipe de segurança — sejam submetidos à revista.
Também solicitou informações sobre o cumprimento da regra que determina que os aparelhos celulares dos agentes do GSI permaneçam fora da residência.
PM não confirma se arma é de Bolsonaro
Apesar da declaração do sargento, a Polícia Militar não confirma que a arma apreendida pertença a Bolsonaro. Em nota divulgada à imprensa, a corporação disse que encontrou com o militar, além da arma institucional regularmente portada, uma segunda arma de fogo no interior do veículo.
“Durante a ocorrência, o abordado informou não possuir a documentação da segunda arma e declarou que o armamento pertenceria a terceiro. Diante dos fatos, a arma e o condutor foram conduzidos à 21ª DP”, disse a PM.
“A identificação da propriedade, origem, regularidade e eventual vinculação da arma apreendida a qualquer pessoa dependerá da análise dos órgãos competentes, especialmente das autoridades responsáveis pela investigação”, acrescentou a corporação.
O R7 procurou a defesa de Bolsonaro para comentar as declarações do sargento e aguarda manifestação. O espaço permanece aberto para posicionamento.
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