'NÃO MERECIA PUNIÇÃO' 06.07.2022 | 21h00
Foto: Jefferson Rudy/Agencia Senado
O ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, avaliou que o general Eduardo Pazuello não merecia punição por ter participado de um evento com o presidente Jair Bolsonaro (PL), mesmo sendo proibido que integrantes do Exército participem de atos políticos. Nogueira afirmou ter dormido com a consciência tranquila pela decisão.
O ministro respondeu a esse e a outros questionamentos nesta quarta-feira (6), na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara.
O episódio que levantou o debate ocorreu em maio de 2021, quando o ex-ministro da Saúde participou de evento de apoio a Bolsonaro no Rio de Janeiro, passando no meio da multidão de apoiadores e subindo no carro de som onde estava o presidente. Segundo o Regulamento Disciplinar do Exército, é considerada uma transgressão quando o militar da ativa se manifesta publicamente em evento político-partidário.
"Tudo foi analisado amiúde, cada detalhe daquele incidente. O Exército tem o que nós chamamos de 'razões de defesa'. O cidadão responde tudo, ele tem todo o direito de defesa e ao julgamento. Minha assessoria jurídica foi a fundo, e eu mandei ir a fundo, para caracterizar ou não realmente a transgressão disciplinar", contextualizou o ministro da Defesa.
Para ele, a conclusão final foi tomada com base nesses processos e não levanta nenhuma polêmica. "Nunca dormi tão tranquilo, porque as razões de defesa do nosso general Pazuello me fizeram não ter que puni-lo. Não era o caso de puni-lo naquele momento", afirmou. O ministro ainda defendeu a carreira do ex-ministro.
"Conheço desde muito tempo. General Pazuello é o precursor da Operação Acolhida. Qualificado. Imaginem o desafio do nosso general no olho do furacão daquela pandemia, o trabalho que ele fez rodando o Brasil tratando de leito, de médicos, de equipe, de logística, de vacina, negociando", pontuou.
Pazuello foi alvo de críticas pela condução da pandemia no país. Ele chegou a ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelo colapso da saúde pública em Manaus e acabou sendo uma das autoridades mais cobradas na CPI da Pandemia.
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