CPI do INSS 26.02.2026 | 16h59
Ricardo Stuckert / PR
Chegou ao seu momento mais crítico a má fase da pré-campanha do presidente Lula, que vê simultaneamente seu adversário, Flávio Bolsonaro, avançar nas intenções de voto e as investigações da CPI do INSS se voltarem para seu filho, Fábio, o Lulinha.
A sessão desta quinta-feira (26), no Senado, que terminou em troca de empurrões e agressões, após a aprovação de uma devassa nas finanças do filho do presidente, deixou patente que os governistas não só não controlam os trabalhos, como fracassaram na defesa do Planalto.
Leia também - CPMI do INSS aprova quebras de sigilo de Lulinha e outros e gera tumultos
Os esforços de líderes governistas vieram após a derrota na votação, que acabou validada pelo presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos/MG), e tiveram efeito nulo. O deputado e ex-ministro Paulo Pimenta (PT/RS) promete contestar o resultado – que argumenta ter sido fraudado – junto à presidência da Casa. No entanto, são mínimas as chances de o presidente Davi Alcolumbre (União/AP) anular a decisão do colegiado.
Executada a diligência determinada pela CPI, o presidente estará exposto ao imprevisível resultado da abertura dos sigilos fiscal e bancário de Lulinha, cujos negócios com o pivô da investigação, o Careca do INSS, são tidos como suspeitos. O presidente já declarou publicamente que conversou com filho e disse que ele “pagaria o preço”, se houvesse algo irregular.
Outro palco em que a oposição avança com facilidade é o da CPI do Crime Organizado. Senadores aprovaram diligências e convocações de personagens ligados ao caso Master, driblando a demora do presidente da Casa em instalar investigação sobre o escândalo financeiro iniciado com a liquidação do banco comandado por Daniel Vorcaro.
As decisões, no entanto, podem ser questionadas, uma vez que o caso Master estaria fora do “objeto de investigação” da CPI. Menos de 24h depois da convocação de familiares do ministro Dias Toffoli, o relator do caso no STF, André Mendonça, dispensou os irmãos do colega de comparecerem e ainda lhes garantiu o direito ao silêncio, tornando sem efeito a iniciativa da comissão de inquérito.
O cenário é extremamente desfavorável a Lula, que, estando em missão oficial à Índia e Coreia do Sul, assistiu ao adversário, Flávio Bolsonaro (PL/RJ), crescer nas intenções de voto, a ponto de alcançar um empate num eventual segundo turno. Levantamento AtlasIntel mostra o senador com 43,6% das intenções de voto e Lula com 46,2%.
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.