presidente do senado 25.03.2022 | 14h43
Foto: Pedro Gontijo/Senador Federal
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), defendeu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que concede um bônus na remuneração de juízes e procuradores no País. O aceno foi feito durante discurso no Congresso Nacional do Ministério Público, em Fortaleza (CE).
Pacheco definiu as carreiras do Judiciário como ‘qualquer outra‘, apesar dos benefícios dados a esses profissionais, como auxílio-moradia e férias de 60 dias. ‘Não há nenhum privilégio em relação à carreira de juiz ou promotor, tampouco podem se julgar maiores ou melhores. Não é disso que se trata, mas são funções específicas‘, afirmou o senador.
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A PEC resgata o chamado quinquênio (adicional de 5% do salário a cada cinco anos) para o Judiciário, extinto em 2005. Conforme o Broadcast Político revelou, o governo do presidente Jair Bolsonaro colocou a digital na proposta, após juízes e procuradores montarem uma força-tarefa para ressuscitar a PEC, apresentada no Senado em 2013.
Pacheco também afirmou que o Senado votará um projeto de lei para limitar a concessão de supersalários no Judiciário. A proposta já passou pelas duas casas do Congresso, mas, como houve alterações, ainda depende de uma votação final do Senado. O texto limita por porcentuais a concessão de benefícios como auxílio-moradia, diárias e indenizações.
Para o presidente do Senado, o poder público deve pagar salário maior a quem está há mais tempo na carreira e, ao mesmo tempo, acabar com os supersalários. ‘Temos que entender que também não é lógico e é uma distorção um profissional do Ministério Público no início de carreira receber a mesma remuneração em final de carreira‘, afirmou Pacheco, sob aplausos da categoria.
Se não houver valorização das carreiras, disse o senador, ‘aqueles colegas que sentarem no banco da faculdade de Direito certamente a maioria ou a unanimidade não quererão ser promotores ou juízes e aí, certamente, estabeleceremos a falência dessas instituições.‘ No evento, o presidente do Senado afirmou que é preciso combater o que chamou de ‘cruzada contra as instituições‘ e apontou a PEC como uma valorização da Justiça e do Ministério Público.
A tentativa de ressuscitar a PEC no Senado ganhou força porque o Judiciário, Legislativo, Ministério Público Federal e Defensoria Pública da União têm juntos folga de R$ 3 bilhões no limite de teto de gastos. Atualmente, a despesa média mensal por magistrado para os cofres públicos, incluindo salário, indenizações, encargos e impostos de renda e despesas como passagens aéreas e diárias, é de R$ 48,2 mil, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
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Cuiabano - 25/03/2022
ENQUANTO O POVO PADECE SEM EMPREGO,AS PEQUENAS EMPRESAS FALINDO ,O COMÉRCIO QUEBRANDO SEM CONDIÇÕES DE PAGAR TANTAS DESPESAS E TAXAS E IMPOSTOS, ESSES PROMOTORES E JUÍZES QUE TRABALHAM POUCO E ESTÃO GANHANDO MUITO COM 2 FÉRIAS POR ANO, LICENÇA PRÊMIO E AGORA MAIS BONUS PARA FAZER O SERVIÇO QUE ELES JÁ RECEBEM PARA FAZER? FALTA CONSCIÊNCIA!
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