DEU EM A GAZETA 24.05.2026 | 14h00

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TJMT
Desgastado por conta das suspeitas de corrupção envolvendo desembargadores e juízes, afastamento por baixa produtividade, e com a popularidade em queda por conta das polêmicas envolvendo supersalários e penduricalhos, o Poder Judiciário Mato Grosso decidiu buscar uma unidade interna para enfrentar este cenário e busca consenso à eleição para os cargos de presidente, vice-presidente e corredor-geral, interrompendo assim uma sequência de 3 disputas consecutivas pelo comando do Tribunal de Justiça.
Tanto que o edital de convocação para as inscrições foi lançado antecipadamente nesta semana e não em outubro, como é de costume. As inscrições se iniciam na segunda-feira (25) e vão até a próxima sexta-feira (29). Dentro desta linha, o nome que unifica os grupos internos é do atual corregedor-geral, desembargador José Luiz Leite Lindote, por conta de sua atuação rígida dentro da Corregedoria.
A reportagem ouviu alguns magistrados em que apontam que o trabalho do corregedor tem ajudado na imagem do TJMT, já que alguns magistrados foram afastados por sua decisão.
Ele tem ajudado neste processo de superação dessa fase de críticas por conta de algumas investigações envolvendo membros do Tribunal, disse um desembargador.
Diante disso, Lindote já comunicou os pares que tem a intenção de concorrer, o que agradou o Pleno do TJMT. Um nome que poderia buscar a presidência é o desembargador Gilberto Giraldelli, que disputou a última eleição, sendo derrotado pelo atual presidente, José Zuquin Nogueira.
Porém, com o nome de Lindote, Giraldelli se colocou como candidato a vice-presidente. Questionado sobre a dobradinha com Lindote, Giraldelli confirmou a candidatura. Apenas confirmo que vou concorrer ao cargo de vice-presidente. A eleição é independente uma da outra, não tem chapa, disse.
Conjecturas internas apontam que o recuo de Giraldelli é estratégico para se candidatar à presidência para o biênio 2029/2030.
Já na corregedoria, os magistrados entendem que deve ser uma desembargadora. Helena Maria Bezerra é o nome mais citado entre eles.
Crise
A Operação Sisamens, desencadeada pela Polícia Federal instalou uma crise no Tribunal de Justiça de Mato Grosso com o afastamento de dois desembargadores iniciamente, Sebastião de Moraes e João Ferreira Filho, sendo que o primeiro foi aposentado por completar 75 anos, idade máxima para aposentaria no Judiciário brasileiro. Dentre as 9 fases da ação policial, também foi afastado o desembargador Dirceu dos Santos.
Além desta operação, também é investigado desvios na conta única do TJMT.
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