12.10.2007 | 03h00
Conhecer o cotidiano de um assentamento rural e ver de perto a estrutura de grandes empreendimentos agrários. Se divertir em um parque fantasioso, observar a riqueza da fauna e da flora em uma área de preservação que abriga uma fonte de água mineral. Passear pela maior caverna de arenito do Brasil, mergulhar na história e voltar aos tempos da implantação da primeira estação de telégrafo de Mato Grosso. Tudo isso e muito mais está ao alcance do turista que visita Campo Verde, conhecida como Capital Nacional do Algodão, título referente às grandes áreas plantadas, safras recordes e alta produtividade.
Localizado a 130 km de Cuiabá, o município é pioneiro na formatação do turismo tecnológico no Brasil, com pacote que inclui entrar em contato com a tecnologia arrojada e maquinário de última geração que custa milhões de dólares.
O novo produto turístico, que já está sendo comercializado pelas agências e operadoras de Mato Grosso e de outros Estados, foi tema do I Seminário de Turismo Tecnológico (dias 04 e 05/10), organizado pelo Governo do Estado, Secretaria de Desenvolvimento de Turismo, Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Mato Grosso (Sebrae/MT), Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo e prefeitura municipal de Campo Verde.
O pacote de turismo tecnológico de Campo Verde inclui visitas às fazendas Marabá, Morro Grande e Grupo Bom Futuro, ao assentamento rural 14 de Agosto, ao parque dos gnomos, parque industrial da Água Mineral Puríssima, caverna Aroe Jarí e lagoa Azul e distrito de Coronel Ponce, povoado a 20 km da sede do município, onde foi instalada, pelo Marechal Cândido Rondon, a estação de telégrafo Capim Branco.
"A comercialização do pacote é feita com o uso de voucher único, exigência de uma lei municipal, e só é feita através de reservas antecipadas, para garantir a qualidade no atendimento e a manutenção do fluxo das atividades nos empreendimentos", explica a coordenadora de Turismo do município, Tatiana Patrícia Fernandez. A cidade conta com uma agência que opera o receptivo, a Secullus Tour e todos os passeios são feitos na companhia dos condutores municipais, capacitados para atender o turista. "Utilizamos mão-de-obra local", afirma o empresário Eliezer Neves, proprietário da agência. Ele acrescenta que "a maior riqueza de Campo Verde é juntar o assentado rural e o grande produtor falando a mesma linguagem com atrativos que se completam".
Com 23 mil hectares - sendo 9 cultivados com algodão e 6,5 com soja, dados da última safra, a fazenda Marabá produz ainda milho com uma área cultivada de 1,5 hectares, feijão (mil hectares) e tem criação de 2 mil cabeças de gado em sistema de confinamento. As grandes áreas plantadas, o emprego de tecnologia de ponta, a alta produtividade, as estruturas de armazenamento e de beneficiamento dos produtos agrícolas, bem como o maquinário empregado chamam atenção do visitante. A fazenda recebe frequentemente grupos de visitantes de vários países como Turquia, Índia, China, Estados Unidos.
Formado por cinco aglomerados de fazendas, somando uma área cultivável de 45 mil hectares, onde são plantados algodão, soja, milho, o Grupo Bom Futuro, formado há 15 anos, registrou na última safra, uma produtividade de 303 arrobas de algodão por hectare, 50 sacas de soja e 85 sacas de milho. Com aproximadamente, 550 empregados, o grupo tem ainda uma usina de algodão, indústria de sementes para consumo próprio e para o mercado, armazéns de silos e desenvolve ainda piscicultura em formato arrojado e eficiente. Em todos os processos são utilizadas as mais novas tecnologias desenvolvidas pela pesquisa. Desde 2000, o grupo recebe visitas de pessoas do exterior e de outras regiões do Brasil. São produtores, empreendedores da área, técnicos e instituições de ensino.
Já no parque industrial da Água Puríssima, que abriga a maior fonte de água mineral do planeta, repousada no Aqüífero Guarany, o turista tem contato com a riqueza da fauna e da flora mato-grossenses. Localizado no Parque do Vale do Rio São Lourenço, a empresa vem recebendo turistas há alguns anos. Desenvolveu inclusive um programa de visitas de turistas regionais que visitavam o empreendimento de ônibus. Foram cerca de 20 mil pessoas que plantaram mais de 15 mil mudas de árvores frutíferas cuja produção é destinada exclusivamente aos animais, uma forma de atrair e manter a fauna local. O local atrai também a atenção de turistas estrangeiros, da Europa, Estados Unidos e Canadá.
Localizada em um platô de 915 metros de altitude, a fazenda Morro Grande é um lugar para quem gosta de proximidade com a natureza, de fazer turismo de contemplação e praticar esportes radicais. O lugar tem muitos atrativos, incluindo mirantes de 360º e três cachoeiras, é propício para a prática de rapel, asa delta, tirolesa, cavalgada e outros esportes. Um dos destaques do lugar é a receptividade dos anfitriões Vanderlei e Eunice Gomes. O passeio em sistema de day-use, inclui refeições servidas na cabana rústica, preparada pela dona da fazenda. Eles criam gado e plantam soja, arroz e milho. A preocupação com a natureza está presente na preservação do lugar, que abriga a nascente do rio Vermelho, na reciclagem do lixo e no aproveitamento de materiais.
O assentamento rural 14 de Agosto abriga 80 famílias e está estruturado para o turismo rural, com cavalgadas, descida de bóia no rio Piraputanga, trekking pela trilha dos alimentos, campos de futebol, vôlei de areia, refeitório e alojamentos.
Outra atração do roteiro de turismo tecnológico de Campo Verde é a caverna Aroe Jari e lagoa Azul. Trata-se da maior caverna de arenito do Brasil com 1.550 metros de comprimento, localizada em uma área de preservação ambiental, circundada por trilhas. O lugar tem restaurante com comida típica e redário para descanso.
Para quem não abre mão da história, o Distrito Coronel Ponce, a 20 quilômetros da sede do município, guarda a memória da comunicação do Estado. Lá foi instalada pelo Marechal Cândido Rondon, a Estação de Telégrafo de Capim Branco. O lugar tem construções de época e muitas cachoeiras, além de inscrições rupestres datadas de 4.500 anos.
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Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
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