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Terra e Criação - A | + A

15.02.2010 | 03h00

Curral bem conservado evita problemas e prejuízos

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A prática de fechar o gado no curral no período noturno fica comprometida no tempo da chuva. Segundo o consultor em agropecuária Luís Roberto Zillo, o acúmulo de barro misturado com as fezes e urina dos animais facilita o alastramento de doenças. Outro problema é o amolecimento dos cascos que afeta o andar e dificulta a busca de alimentos. O pecuarista Maurilio Jonas Sirvenho, com propriedade no município de Sinop (500 km da Capital), reclama que os animais se machucam muito nesta época do ano por causa do acumulo de barro no curral. "Pata quebrada é o mais comum. Além disso, como se movimentam muito em função do desconforto, o curral também fica danificado exigindo reformas constantes o que onera o custo de produção". O pecuarista diz que a solução que encontrou foi colocar palha de arroz no curral. "Troco esse material pelo menos duas vezes durante o período de chuvas, mas é uma trabalheira danada".

Zillo, que também é pecuarista, acrescenta ainda que o grande volume de chuvas traz o aumento expressivo de doenças infecto contagiosas. "Isso coloca o rebanho em risco afetando diretamente a produção e a produtividade. Manter um curral limpo, seco e confortável garante mais lucros".

Deixar os animais soltos seria a solução mais viável. Mas como é necessário prendê-los o ideal é encontrar soluções para amenizar os problemas. Na zona rural os animais são presos durante a noite porque, se ficarem soltos, correm o risco de serem atacados por lobos, onças e outros animais. Já nas propriedade próximas das cidades o risco é o de furto.

O consultor rural sugere aumentar a área coberta. "Isso evita o acumulo da água da chuva e ajuda a melhorar as condições do terreno". Na hora de escolher o local para a construção do curral, Zillo sugere uma região com declive para que possa haver escoamento da água. "Outra dica importante é limpar o curral antes de começar o período chuvoso e quando parar de chover retirar todo o barro acumulado".

Pecuarista há 30 anos na região de Sorriso (420 km de Cuiabá), Augusto Lima de Almeida diz que a solução encontrada para o curral de sua fazenda foi o calçamento com pedras. "Houve um gasto maior, mas agora não tenho mais nenhum tipo de preocupação e ganho por outro lado". Ele tomou esta decisão há cinco anos e, desde então, nunca mais teve nenhum animal machucado. "Isso sem falar que o índice de doenças infecto contagiosas diminuiu bastante".

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