27.07.2003 | 03h00
Rogério Cardoso completou 50 anos de carreira no ano passado. Nascido no município de Mococa (SP), ele deu início à vida artística no rádio. Foi em 1958 que o comediante se aventurou pela primeira vez no teatro. Nos palcos, participou de mais de 40 peças - a última foi Três Homens Baixos, na companhia de Flávio Galvão e Jonas Bloch.
O ator chegou em 1963 à televisão, na Excelsior, na qual se destacou no programa humorístico A Cidade se Diverte, fazendo uma dupla caipira com Célia Coutinho. De lá, foi para o humorístico
Atualmente, além de Seu Flô, ele interpretava o Epitáfio de Zorra Total. No programa, contracenava com a amiga Nair Belo, que faz sua mulher, Santinha. Ele a considerava "uma verdadeira moleca". Rogério Cardoso não trabalhou com muita freqüência no cinema. Marca sua passagem por filmes como
Mas se a quantidade não é grande, a qualidade de suas atuações basta para inscrever seu nome na história do cinema brasileiro. Neles, Rogério emprestou verve cômica para construir alguns personagens inesquecíveis. Por exemplo, quem pode esquecer o padre João de Auto da Compadecida, de Guel Arraes, ou Neto em
Em Auto da Compadecida, ele é o padre sempre pronto a transigir - desde que lucre alguma coisa com isso. Seus diálogos com Lima Duarte, que interpreta um bispo tão corrupto quanto ele são de antologia.
Em Amor & Cia, Rogério faz o pai de Ludovina (Patrícia Pillar), a esposa infiel de um casamento burguês, e usa a situação dramática em proveito próprio. Ambos são papéis críticos, corrosivos e usam o cômico para debochar da hipocrisia moral. Como diziam os antigos, é rindo que melhor se castigam os costumes. Mas é sempre preciso um grande ator para encarnar esses papéis. Pena que o cinema tenha descoberto Rogério tardiamente.
Rogério participou ainda do curta-metragem Bala Perdida, de Victor Lopes, ainda inédito. Ele interpreta uma das pessoas cuja vidas são profundamente alteradas depois de um tiroteio no Rio de Janeiro, resultando em seis balas perdidas.
No teatro, chegou a participar de Esperando Godot ao lado de Denise Fraga, mas especializou-se me peças de humor comercial, como
O comediante também arriscou-se na política: elegeu-se vereador pelo PFL do Rio em 1996, quando fazia sucesso como Salgadinho. Ele chegou a incorporar o nome do personagem à sua imagem política. À época, ele declarou que era levado a sério pelos eleitores. "As pessoas geralmente tratam os humoristas como membros da família por fazê-las rir", dizia. Rogério tentou novamente em 2000, mas não conseguiu a reeleição.
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