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18.04.2004 | 03h00

Benito di Paula segue compondo e cantando

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Muitos anos antes da banda santista Charlie Brown Jr., outro brasileiro homenageava o adorável personagem de Charles Schulz e virava nome importante na enciclopédia da música popular brasileira. "Eu morava numa pensão de italianos em Santos e eles sempre recebiam da Itália revistas do Charlie Brown", lembra o cantor e compositor Benito di Paula, um senhor tagarela e muito bem humorado. De tanto ouvir falar no tal garoto, Benito resolveu apresentá-lo ao Brasil, numa canção que ficou famosa.

Nascido Uday Veloso em Nova Friburgo (RJ), numa família de 12 irmãos músicos, o cantor e pai de três filhos Benito di Paula não gosta de revelar a idade. Mas, tente fazer as contas: ele começou a carreira nos anos 60, como crooner em boates cariocas. Depois, mudou-se para Santos e continuou se apresentando em casas noturnas, sempre em companhia de seu piano "implacável" (como está no site do cantor, www.benitodipaula.com). Acabou escolhendo São Paulo para se fixar como artista e lançar seu primeiro compacto.

Nessa época, já era conhecido como um dos pais do estilo chamado "sambão-jóia", rótulo que ele recusa mais que tudo na vida. "Jóia você usa no dedo, no pescoço, e eu não uso samba como jóia", brinca. O sucesso "Charlie Brown" vendeu 4 milhões de cópias só na Europa, segundo o cantor. Mais de 10% de um total de 30 milhões de discos vendidos em toda a carreira - "segundo uma pesquisa que fizeram recentemente", ressalta.

É verdade que Benito já apareceu mais na tevê, no passado. Ele teve até programa próprio, na extinta TV Tupi, em 1975. "O Brasil Som 75 dava muito ibope e existiu numa época em que a pessoa aparecia na televisão porque era talentosa, não porque comprava o horário", alfineta. "Depois do meu programa, não apareci muito, mas agora é pior, porque ninguém mais me convida para os programas de televisão, exceto o Faustão e o Ratinho", lamenta Benito, amigo dos dois apresentadores.

Sem entrada vip para os programas de auditório, Benito continuou fazendo shows e viajando pelo Brasil e pelo mundo. "A arte está dentro de mim", fala bonito. "Além disso, faço sucesso em outros lugares, como Luanda, onde o povo adora música brasileira", orgulha-se. Ele também tem propostas de apresentar seus sucessos no Japão, na França e na Itália. "Mas não sei se vou viajar. Estou ocupado gravando um DVD e outras coisas inéditas", adianta.

Benito, aliás, adora a palavra "inédito". Ele não diz com todas as letras, mas parece se achar um dos responsáveis pela chegada da turma do Minduim (Peanuts) em terras brasileiras. "Antes da música (Charlie Brown), as histórias do Charles Schultz ainda não haviam sido traduzidas por aqui. Então, eu devo ter colaborado de alguma forma", considera.

Benito também não se impressiona com a onda de discos desplugados. "Agora está na moda, mas eu sempre gravei discos acústicos", esnoba.

Além da música e do bom humor, o cantor também é lembrado pelo visual. O bigode do tipo "escovão", uma de suas marcas registradas no passado, já não é mais cultivado. "Tirei porque também tenho vaidade", confessa.

Outros "acessórios" que faziam sua marca e hoje ele abandonou são o smoking e a gravatinha borboleta. "Usava em homenagem ao Ataulfo Alves", explica. "Ele figurava todos os anos na lista dos mais elegantes da coluna do Ibrahim Sued", conta, achando a maior graça das críticas em torno do seu visual "exuberante".

Brega, popular, criativo, seja lá qual for o rótulo, Benito di Paula segue em frente, sem se preocupar muito com o esquecimento da tevê. E até filosofa: "O sol nasce para todos. A sombra, para poucos".

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