25.05.2003 | 03h00
Hoje em dia, sua imagem na vídeo é a de garoto propaganda da rede de lojas Kolumbus, mas sua vida artística acumula trabalhos entre TV, teatro e cinema. Aos 64 anos, o ator Marcos Plonka traz em sua bagagem a vontade de levar ao ar mais uma edição do humorístico Escolinha do Barulho, exibido até o ano 2000 pela Record. O ator está em negociação com a emissora para o retorno do programa.
Marcos Plonka se consagrou na TV com o personagem judeu Samuel Blaustein, da Escolinha do Professor Raimundo, sucesso regido sob a batuta de Chico Anysio durante a década de 90, na Rede Globo. "Só com o Chico trabalhei nove anos", comenta. Seu personagem criou alguns bordões que contagiaram o Brasil inteiro, como "Fazemos qualquer negócio" e "É melhor zero no (sic) nota que prejuízo na bolsa".
A coisa pegou tanto que Plonka montou um show e o batizou de "Fazemos qualquer negócio". Com o espetáculo, viaja pelo Brasil apresentando eventos, convenções, festas em clubes e empresas, seja através de contratações ou shows filantrópicos. "No show contamos piadas enfocando o humor judaico, que é um humor nas entrelinhas, feito para pensar, por isso se diferencia um pouco do popular", informa, lembrando que mais informações sobre o show poderão ser obtidas através do site www.fazemosqualquernegocio.com.br.
Supermercado do Riso é o nome do piloto de um programa que Plonka está preparando para apresentar para uma emissora que se mostre interessada em comprar a idéia. "São cenas do cotidiano. Todos os encontros acontecem dentro de um supermercado, que é o cenário central e recebe pessoas de todas as camadas sociais. É muito interessante porque conseguimos retratar a realidade de todas as classes sociais com tiradas ótimas. Esperamos que o projeto emplaque em alguma emissora", aposta o ator.
Mas se engana quem pensa que Plonka sempre viveu de arrancar risadas de seu público. Até se descobrir comediante, Marcos Plonka fez muitos vilões. Em 1955 começou a trabalhar na extinta TV Tupi. Desde o começo de sua carreira, o ator Elias Gleiser considerado por Plonka como um irmão, sempre o acompanhou. "No início consegui um papel no Teatro da Juventude de Tatiana Belinky e Júlio Gouveia", lembra o ator. Depois disso, Plonka fez todos os teleteatros da casa. Participou de muitas edições de TVs de Vanguarda fazendo papéis sérios e, logo depois,
E foi justamente no início dos anos 60 que Plonka percebeu que tinha um dom natural para fazer comédia. Gostou tanto que nunca mais largou. "Dali pra frente, nunca mais fui o vilão e em 1980, Agildo Ribeiro me levou para a Globo e participei do Planeta dos Homens", diz. Por não concordar em mudar-se para o Rio de Janeiro, o ator também nunca chegou a fazer novelas na Rede Globo. "No máximo fazia ponte aérea. Nunca quis morar no Rio, mas fui funcionário da Globo por 11 anos. É uma empresa séria e sempre me pagou corretamente", sustenta. Durante os 11 anos em que trabalhou para a Globo, participou de humorísticos como
Plonka também sempre conciliou sua vida de ator com a de empresário, passando de diretor comercial de concessionária a proprietário de restaurante entre uma gravação e outra. "O restaurante Dom Place era meu. O vendi em abril. É muito trabalhoso. Quando comecei com ator era muito sacrificado. Não dava para sobreviver da profissão", conta
Casado com a atriz Olivia Camargo, Plonka garante se sentir um homem realizado, pai de dois filhos - Fátima e Sidney - e avô de três netos: Rodrigo, Bárbara e Raphael. "Hoje em dia a tecnologia cria talentos e tampa as imperfeições através de recursos de computador que são até assustadores. Desse jeito, até eu ficaria bonito pelado em uma revista (risos)... Mas na minha época era tudo na raça, e não me arrependo de nada. Tudo valeu a pena e sou um homem muito feliz", conclui
Se você deseja saber por onde anda alguma personalidade que fez sucesso na tevê há alguns anos , mande um email para rmarques@agestado.com.br ou ligue para (11) 3856-3605/3685
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