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Tevê - A | + A

05.10.2003 | 03h00

Maria Luiza Castelli está feliz com a aposentadoria

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Em 1960, ela deu as caras pela primeira vez na telinha com A Cabana do Pai Tomás, em uma emissora gaúcha. Quarenta e três anos e inúmeras novelas depois, se diz "cansada" para a tevê. "Dá muito trabalho. Quando a gente faz novela, não tem hora para entrar, nem para sair ou comer", conta Maria Luiza Castelli, 68 anos. "Resolvi me aposentar, a idade pesa nessa altura do campeonato."

A veterana atriz, que já passou por emissoras como Globo SBT e a extinta Tupi, hoje dá palestras numa clínica para a terceira idade em Barueri, grande São Paulo, de propriedade do filho, o também ex-ator Paulo Castelli. "Falo sobre minha vida. Eles adoram ouvir sobre o que acontece nos bastidores das novelas."

Maria Luiza começou na TV Piratini, em Porto Alegre, onde nasceu. "Lembro que meu tio comprou uma televisão, peça rara na época, onde anunciaram um teste para atores. Fui fazer o teste, e fiquei." Mesmo sem nunca ter estudado artes cênicas, garante que atuar, para ela, era uma coisa natural. "Acho que é um dom, que nasce com a gente."

Esse dom lhe valeu uma vaga na Tupi, pouco tempo depois. "Quando começou a era do videotape, os diretores diziam que a gente tinha de ir para São Paulo."

Na emissora paulista, participou de O Direito de Nascer (64), Antonio Maria (68), entre outras. "Até que, em 1969, eu e o Sérgio Cardoso fomos para a Globo, no Rio de Janeiro, por um salário quatro vezes maior."

E foi na Globo que Maria Luiza Castelli viu sua carreira deslanchar. Fez várias novelas, entre elas Pigmalião 70 (70) e A Corrida do Ouro (75). "Mas a melhor coisa que fiz na televisão foi Os Ossos do Barão (73), ao lado de Paulo Gracindo e Lima Duarte."

Em 1975, retornou a São Paulo para uma peça de teatro e aqui ficou. Fez novamente novelas para a Tupi, passou pela Bandeirantes, onde rodou Rosa Baiana (81), e pela Cultura (O Tronco do Ipê, em 82). Sua última aparição foi no SBT, em Justiça de Deus. "Era uma novela mexicana, com textos inacreditáveis, onde eu contracenava com meu filho", lembra.

Depois disso, em 1993, recusou um convite para o elenco de Sonho Meu. Seu papel acabou confiado a outra veterana, Beatriz Segall.

Além de televisão e teatro, Maria Luiza fez trabalhos esporádicos no cinema, como Capitalismo Selvagem e O Bem Dotado - o Homem de Itu. Este último ela se recusa a assistir. "Depois de pronto, comecei a ver o filme e, para minha surpresa, continha cenas muito pesadas, que não estavam no roteiro. Não sabia que acontecia tudo nas minhas costas."

Fora das telas, ela trabalhou na extinta Secretaria do Menor Carente do Estado de São Paulo. "Isso foi na década de 90. Pegávamos meninos na Praça da Sé e montávamos peças de teatro, onde eles esqueciam da rua e das drogas." Segundo ela, o trabalho só parou porque o governo acabou com a secretaria. "Era uma coisa muito bonita."

Casada pela terceira vez, mãe de três filhos - Cristina, Silvio e Paulo -, Maria Luiza Castelli diz que sua vida "está melhor do que nunca". "Levo uma vida de dona de casa, tenho ao meu lado minhas netas e um marido ótimo, o Ciro Renee, que é um grande companheiro."

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Comentários

SAMAR MARTINEZ - 06/04/2020

MARIA LUIZA CASTELLI NA MINHA ÉPOCA DE RADIALISTA TORNO SE A MINHA MADRINHA ARTÍSTICA ...ADORARIA MANTER UM CONTATO COM ELA **ET: O FATO DE RADIALISTA "RADIO CAPITAL" DE SÃO PAULO...FOI NOS IDOS DE 1980. SE ALGUEM PODER PASSAR ESTA MENSAGEM PARA ELA VOU FICAR MUITO GRATO...UM ABRAÇO.

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