03.08.2003 | 03h00
Quando Silvio de Abreu convidou Edson Celulari para participar dos primeiros capítulos de As Filhas da Mãe, o ator lhe perguntou: "São poucos capítulos? Uns 10?". Silvio de Abreu, que queria garantir a presença, ainda que rápida, do ator em sua trama, respondeu. "É um capítulo só, mesmo. Você entra, morre e acabou". E é assim mesmo. O ator entra, brilha por pouco tempo e apaga a luz. Os artistas estão tão acostumados a fazer cada vez mais participações especiais em novelas, minisséries e humorísticos que estas passagens-relâmpago acabaram virando um negócio estratégico, principalmente para a emissora líder.
"A Globo está vivendo hoje o que a Record viveu nos anos 60. Ela usa as participações especiais para não perder o seu rico elenco para os concorrentes", explica o crítico de tevê Gabriel Priolli. E como todo bom negócio possui diferentes segmentos, as participações especiais variam conforme o gosto do cliente ou do patrão.
Assim como antigamente, as participações especiais mais importantes para a tevê, hoje, são aquelas feitas por atores famosos, que entram em alguma novela para alavancar a audiência ou até para manter no ar um produto reciclado. Foi assim com Lima Duarte, que interpretou o senador corrupto Victorio Viana em alguns capítulos de Porto dos Milagres e um pai de família em
Suzana Vieira deu o ar da sua graça no remake de Anjo Mau depois de ter protagonizado a primeira versão da novela, em 1976. Sônia Braga - após anos de negociação - topou voltar aos folhetins e fazer 20 capítulos de
As participações especiais de não-artistas também estão cada vez mais comum - e rendem picos de audiência para os programas. Quem não se lembra de Pelé comendo pastel no Bar da Jura em O Clone - esta, aliás, a campeã de participações especiais (Ivete Sangalo, Ney Matogrosso, Martinho da Vila, Zeca Pagodinho etc.)? E Lulu Santos promovendo sua música "Já É" no primeiro capítulo de
O ator Cláudio Correia e Castro não dispensa a oportunidade de fazer participações especiais quando não está no elenco fixo de uma novela. Aos 75 anos e já consagrado dentro e fora da telinha, ele diz que fazer pontas é uma maneira de não se enferrujar. "Fazer pequenas participações é tão importante quanto ser o protagonista. Às vezes, é até melhor fazer bem um papel pequeno do que fazer mal um papel grande", explica o ator, que fará um banqueiro unha-de-fome em Chocolate com Pimenta, próxima novela das sete, depois de ter feito uma ponta como um coronel maluco em
A atriz Beatriz Segall é outra que já não tem mais aquele pique para conciliar teatro com tevê. Quando está em cartaz, ela só consegue fazer pequenas participações especiais. "Não há ser humano que agüente se dividir em teatro, tevê e vida doméstica ao mesmo tempo", explica ela, que fez uma participação especial em O Clone (ao lado do já falecido Mário Lago, interpretando papéis que já haviam feito em
E por causa do teatro, tem atriz rejeitando papéis em novelas e preferindo participações especiais. É o caso de Luana Piovani, que já declarou que não quer um papel fixo em novela nos próximos meses. Prefere fazer pontas como as que fez em Os Normais e no
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