30.11.2003 | 03h00
É sonho de muitos jornalistas, escritores e outros profissionais alcançar a maturidade da carreira virando correspondente internacional em alguma cidade chique da Europa. Pois eis que uma garotinha de 23 anos, que nem a faculdade havia completado, se torna a primeira correspondente internacional do jornalismo brasileiro na Europa.
Sandra Passarinho, carioca de 53 anos, relembra com carinho os 10 anos que passou trabalhando em cidades européias como Londres Madri e Lisboa. "Mas não era aquela mordomia que todos pensam não. Eu passei os primeiros seis meses sem ter estadia fixa e tínhamos que fazer todo o trabalho com uma equipe de duas pessoas, eu e o cinegrafista", conta ela, que juntamente com Hélio Costa - correspondente da Globo nos Estados Unidos - foram os primeiros a atuar como jornalistas para uma emissora brasileira no exterior.
Quando lhe perguntam qual foi o momento mais marcante dessa década como correspondente, Sandra é enfática. "Já levei um choque assim que cheguei na Europa." A jornalista explica que aterrissou no velho continente exatamente no dia em que tinha estourado a Revolução dos Cravos, que derrubou a longa ditadura de Salazar em Portugal, em abril de 1974. "Tivemos que descer em Madri porque Portugal inteiro estava fechado. No dia seguinte, peguei um carro e cruzamos a fronteira por terra. A morte do ditador espanhol Francisco Franco também foi um momento importante", conta.
Em Londres, Sandra trabalhava para a Globo e ainda fazia matérias esporádicas para a BBC. "Era a melhor maneira de enlouquecer", brinca. Em 1983, resolveu se afastar da Globo para concluir o curso de Ciências Sociais na capital britânica, enquanto trabalhava para a Manchete.
De volta ao Brasil, Sandra Passarinho foi contratada para trabalhar no Globo Repórter. "Ironicamente, foi aí que eu realmente conheci o País, vi lugares, pessoas e situações que eu jamais imaginava que existiam."
Sandra começou como estagiária na Globo e foi escolhida sem muitas burocracias para ser correspondente internacional. "Hoje, é impensável escalar alguém tão novo para fazer um trabalho como esse."
Depois de seis anos viajando pelo Globo Repórter - hábito que ela adquiriu lá fora e não teve o menor problema de manter aqui porque era solteira (hoje ela namora, mas não tem filhos) - Sandra passou pelo
A jornalista não pensa em parar tão cedo. E mesmo já tendo conhecido tantos lugares, seu maior hobby é viajar pelo mundo. À passeio, claro. "Meu trabalho ideal seria conhecer lugares novos sem ter a obrigação de mandar matérias todos os dias. Mas isso, claro, não existe."
Embora ainda esteja com pique para muito trabalho, Sandra admite que a responsabilidade que tem é, às vezes, sufocante. "Convenhamos, não existe concorrência para a Globo hoje, exceto em alguns poucos horários. Embora tenhamos os melhores profissionais e os melhores equipamentos, nossa cobrança é também enorme. Eu acho isso péssimo e seria ótimo até para a Globo haver mais concorrentes, principalmente na área de jornalismo."
*Se você deseja saber por onde anda alguma personalidade que fez sucesso na tevê há alguns anos, mande um email para fabiab@agestado.com.br ou ligue para (11) 3856-3685/3605.
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